Ao ver o preço na etiqueta, ela ficou pasma.
Seis dígitos!
Ela se virou, um pouco sem graça, e perguntou:
— Com licença, há algum desconto no momento?
A vendedora baixa franziu os lábios e fez uma careta.
— Não, as roupas da nossa loja nunca entram em promoção.
Embora Kátia tivesse um bom salário e algumas economias, gastar uma quantia de seis dígitos em um vestido parecia doloroso.
Ela nunca fora vaidosa e não via necessidade de se esforçar para ter coisas que não podia pagar.
— Desculpe, o preço está acima do meu orçamento. Por enquanto, não vou levar. — Kátia disse honestamente para a vendedora.
Ela ainda pensou em perguntar se havia modelos mais acessíveis, mas a vendedora simplesmente revirou os olhos e resmungou:
— Se não tem dinheiro, por que vem olhar roupa?
Kátia respirou fundo.
Considerando que Amélia ainda estava no provador, ela se conteve para não explodir.
Mas olhou para o crachá da vendedora e memorizou seu nome.
Vendo que Kátia não ousou responder, a vendedora se tornou ainda mais ousada, bufando com desdém.
Então era apenas uma puxa-saco da Srta. Amélia.
E ela que pensou que fosse amiga da Srta. Amélia, alguma senhorita de família rica.
Fazia sentido.
Suas roupas eram baratas, era óbvio que não tinha dinheiro.
Sendo assim, não havia necessidade de atendê-la.
A vendedora baixa passou direto por Kátia e foi esperar na porta do provador ao lado.
Não demorou muito para a pessoa do outro provador sair.
Os dois guarda-costas no sofá VIP se levantaram imediatamente.
A vendedora baixa abriu um sorriso radiante.
— Srta. Franciely, a senhora vai levar todas estas peças?
— Sim, todas. E também quero aqueles dois pares de sapatos. Embrulhe tudo. — Disse a Srta. Franciely, com extravagância.
Aquela voz era um pouco familiar.
Kátia instintivamente se virou para olhar.

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