Uiara disse:
— Heitor, deixe que eu cuido disso. Vá fazer suas coisas. Não se preocupe, eu sei o que fazer.
Heitor franziu a testa.
— Não me diga que você realmente vai dar vinte milhões a ela?! Nem pensar, eu não vou reconhecer esse bastardo!
Ele tirou um cigarro, irritado, e o acendeu.
Sua voz era fria como gelo.
— A criança não pode ficar. Vamos para o hospital agora mesmo para fazer o aborto!
Os olhos de Uiara se arregalaram.
— Já são mais de cinco meses, um aborto pode matá-la!
Heitor olhou de soslaio para Franciely, que estava pálida e tremendo.
— É uma vida insignificante. Se morrer, morreu!
Apesar do dia claro e da temperatura amena, Franciely suava frio.
Só naquele momento ela percebeu o quão cruel e insensível Heitor era em sua essência.
Até hoje, ela ingenuamente pensava que Heitor era apenas um playboy rico e mimado que só se importava com festas e diversão.
Como ela estava enganada!
Não, ela não podia ser levada por Heitor, ou nunca mais voltaria!
Seus olhos escuros fixaram-se na porta.
— Filho, não faça nenhuma loucura! — Uiara também ficou assustada com as palavras do filho. — A vida dela não vale nada, mas a sua vale! Não vale a pena arruinar o resto da sua vida por alguém como ela!
— Mãe, não se preocupe, farei tudo de forma limpa, sem deixar rastros.
— Meu filho, estamos falando de uma vida humana, não de um gato ou cachorro. Quem pode garantir que tudo será perfeitamente limpo? De qualquer forma, não cometa essa estupidez.
— Mãe, não se meta nisso.
— Você é meu filho, um pedaço de mim. Como eu poderia não me meter?
Heitor estava farto da insistência de sua mãe. Após tentar convencê-la sem sucesso, ele acendeu outro cigarro.
Quando o cigarro terminou, ele ergueu o olhar e, de repente, percebeu que Franciely, que estava escondida atrás de sua mãe, havia desaparecido.
Sua expressão endureceu instantaneamente.

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