— César disse que o dinheiro está pronto e que ele tem tempo hoje. Você está livre para vir agora?
Kátia respondeu:
— Sim, estou.
Ao desligar o telefone, Kátia arqueou as sobrancelhas.
Não esperava que César fosse tão habilidoso a ponto de conseguir cinco milhões em tão pouco tempo.
A questão era: de onde veio esse dinheiro?
E se a origem fosse duvidosa, isso poderia envolvê-la?
Por precaução, Kátia consultou Sílvia, que, para sua surpresa, também já havia pensado nisso.
— Kátia, não se preocupe, incluirei uma cláusula no acordo afirmando que o risco financeiro não tem relação com você.
Kátia ficou aliviada, pegou a bolsa e desceu pelo elevador até o estacionamento subterrâneo.
Lá, inesperadamente, encontrou Nilton Moraes e Bruno.
Já haviam se passado vários dias desde o último encontro dos dois.
A última vez também fora no estacionamento, quando ele estava no carro dela e...
Kátia baixou o olhar, sem coragem de encará-lo, e o cumprimentou em voz baixa:
— Sr. Nilton.
Nilton murmurou um “uhum” e não disse mais nada, apenas a fitou com um olhar gentil.
Faíscas de um flerte sutil estalavam no ar.
Bruno, percebendo a situação, agiu rapidamente. A felicidade futura de seu chefe estava em jogo, ele precisava ser esperto.
Então, ele se esgueirou para longe.
— Sr. Nilton, vou esperar no carro.
Kátia apertou a chave do carro, piscando os cílios.
— Tenho um compromisso, preciso ir.
Ao passar por ele, Nilton segurou seu braço suavemente, sua voz clara e magnética.
— Sobre o que conversamos da última vez, você já pensou a respeito?
— Ah? — Kátia ficou confusa por um instante, levando alguns segundos para entender a que ele se referia.
Ela mordeu o lábio vermelho.
— Estive muito ocupada ultimamente.
Em outras palavras, ela ainda não havia se decidido.
Um leve sorriso surgiu nos lábios de Nilton, e a mão que pendia ao seu lado se fechou lentamente.
— Sem pressa, pense com calma.


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