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Sabia que Assediar a Noiva dos Outros é Ilegal? romance Capítulo 377

Seus olhares se cruzaram, e um sorriso involuntário surgiu nos lábios de ambos.

Kátia queria ir falar com ele, mas ao se lembrar da atitude de sua mãe, não se atreveu a fazer isso abertamente.

Então, ela arrumou uma desculpa.

— Mãe, vou ao banheiro. Se precisar de algo, me ligue.

O salão de festas estava cheio, e sob os olhos de todos, ela não temia que Valéria tentasse algo novamente.

Nilton viu a mulher que amava se dirigir ao banheiro e sorriu para si mesmo.

Ele pousou a taça de champanhe, pediu licença e também se dirigiu para lá.

No corredor, ele avistou Kátia imediatamente.

Apressou o passo, alcançou-a e a puxou para seus braços, empurrando-a para dentro da escada de emergência.

Com o baque da porta se fechando, ela ficou firmemente pressionada contra o peito dele.

A adrenalina de Kátia disparou, seu coração acelerou.

— Você me assustou.

Nilton beijou sua testa.

— Não tenho escolha. Ainda estou no período de experiência, tenho que ser discreto.

Sua voz carregava um toque de queixa.

— Por que você veio? Pensei que não viria. — O homem apertou os braços ao redor dela, a voz rouca.

Só então Kátia lhe contou o que havia acontecido naquela manhã.

— ... e foi por isso que minha mãe e eu decidimos ficar.

Um brilho feroz passou pelos olhos de Nilton.

Parecia que a questão com Valéria não podia mais ser adiada.

Precisava ser resolvida de uma vez por todas.

Ele acariciou a testa de Kátia.

— Da próxima vez que algo assim acontecer, me avise imediatamente. Eu te ajudo. É muito perigoso para você ficar sozinha.

Kátia se aninhou em seu peito, fechando os olhos e assentindo.

— Uhum, tudo bem.

Eles conversaram por mais um tempo antes de saírem.

Felizmente, o corredor estava pouco movimentado e ninguém os viu.

Ao voltar para o salão de festas, Kátia perguntou, curiosa.

— Onde está a Amélia? Não a vi.

Nilton sorriu, resignado.

— Ela está cercada pelas socialites. Vou pedir para ela te procurar depois.

Talvez seu olhar fosse muito óbvio, pois André se virou e a pegou no flagra.

Kátia imediatamente desviou o olhar, sentindo-se culpada.

André não pareceu se importar. Pelo contrário, levantou-se para lhe servir água.

— O que faz aqui? Pelo jeito que você detesta aqueles dois, não faz sentido vir aqui para se torturar.

Kátia ficou em silêncio.

Ela pegou o copo e agradeceu.

Para ela, André era agora uma figura contraditória.

Desde que descobriu que ele era cúmplice de Valéria, Kátia só queria manter distância.

Então, ela deu uma desculpa qualquer.

— Vim para conhecer alguns clientes.

A desculpa era fraca, mas Kátia não conseguiu pensar em nada melhor.

André pareceu surpreso, sabendo que ela estava mentindo.

Ele sorriu e entrou no jogo.

— Típico da Kátia. Aqui estão reunidas as famílias mais ricas e influentes da Cidade do Mar. É uma ótima oportunidade para vendas.

— A propósito, ouvi dizer que a Boson Tecnologia fechou um grande contrato com o Banco do Mar recentemente. Ainda não tive a chance de te parabenizar.

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