Kátia lutou, rangendo os dentes e gritando:
— Foi você quem mandou alguém me atrair para cá propositalmente? Me solta!
Os lábios de Mateus se curvaram em um sorriso.
— Kátia, você continua inteligente como sempre.
O sorriso, no entanto, misturava-se com amargura.
— Mas se você é realmente inteligente, por que continua se envolvendo com o Nilton? Ele não é tão bom quanto você pensa. Eu não sou limpo, mas ele é melhor do que eu em quê? Por que você prefere voltar para ele e não olha para mim?!
No final, sua expressão tornou-se feroz.
— Eu sou quem mais te ama!
Ao ouvir Mateus se comparando a Nilton, Kátia sentiu vontade de rir. E ao ouvi-lo dizer que era quem mais a amava, sentiu vontade de vomitar.
Ela não tinha o menor interesse em trocar uma palavra com ele. Até mesmo olhar para ele lhe causava uma náusea indescritível.
Ela abaixou a cabeça e, sem pensar duas vezes, mordeu o braço dele com força.
O homem soltou um gemido abafado, mas não mostrou nenhuma intenção de soltá-la.
Em seus olhos, havia apenas uma excitação sanguinária.
— Morda. Quanto mais fundo você morder, mais profundo será o nosso vínculo.
Psicopata!
Kátia rangeu os dentes de ódio. Ela levantou a perna para chutá-lo na virilha, quando de repente sentiu um frio no pescoço.
Ela olhou para trás horrorizada e viu uma seringa sendo inserida em seu ombro.
O líquido gelado foi injetado em seu corpo.
Kátia não teve tempo de lutar. Seu corpo ficou mole como algodão e ela deslizou em direção ao chão.
Mateus a segurou pela cintura a tempo, abraçando-a com força.
Ele fechou os olhos, sentindo a alegria de recuperar o que havia perdido.
— Kátia, logo voltaremos a ser como antes.
Ele correu para o andar de cima para fazer as malas. Dez minutos depois, desceu com o passaporte no bolso, sem nem perceber que vestiu o casaco do avesso.
— Mãe, vou viajar para o exterior por alguns dias.
Antes que Uiara pudesse reagir, ele fugiu tropeçando.
Uiara suspirou.
— Já é um homem feito e ainda vive correndo por aí, nunca se cansa de brincar.
Enquanto isso, na portaria do condomínio.
Nilton, vestido impecavelmente, esperava no carro por Kátia.
Ele estava incrivelmente nervoso, respirando fundo constantemente.
Assim que se acalmava, não resistia e ajustava o espelho para verificar se sua aparência estava correta.
Verificou cada detalhe duas vezes. Só quando teve certeza de que não havia falhas, percebeu que já estava escurecendo lá fora.
Ele olhou para o celular. A última mensagem de Kátia fora há uma hora.

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