Capítulo 1
Louise Brown
Desde que entrei na Bellerose, realizei um sonho, sou extremamente grata pela oportunidade. Mesmo estando em um cargo abaixo da minha área de quase formação, sei que é um grande passo ser secretária aqui, me formo em poucos meses em alta moda.
Mas, desde que saí da consulta com minha tia Valéria, há três dias, minha cabeça está a ponto de explodir. Preciso de um valor alto e rápido. A visão da minha tia depende disso. E o plano de saúde da empresa simplesmente não cobre…
Apagando alguns e-mails, um me chamou atenção de imediato. Entrei no site, mesmo sem acreditar no que estava lendo. Olhei para um lado, depois para o outro. Estava tudo silencioso. Sexta-feira, quase fim de expediente. A maioria já tinha ido embora. Estávamos apenas eu e o senhor Bellerose, mas ele estava na sua sala no fim do corredor.
Meu coração batia acelerado enquanto meus olhos corriam pelas palavras na tela.
“Pagamos por sua virgindade”
A princípio, achei que era mentira, mais um site se span. Uma fraude qualquer. Mas ao navegar pelo site, vi que era real. Era mais comum do que eu imaginava pelo menos no mundo de quem tem muito dinheiro.
Meu Deus… isso não pode ser real. Tem gente que realmente faz isso?
Aquilo parecia repugnante, eu sei vai contra todos os meus princípios… e, ainda assim, talvez fosse minha única chance...
Eu não tenho nada. Só consegui fazer minha faculdade de moda graças ao seguro que recebi com a morte dos meus pais, um valor que minha tia guardou até minha maioridade. Ela lutou para me criar, trabalhando sempre, de sol a sol, limpando as casas, mesmo sendo formada como cheff em uma universidade importante da França. Renunciou à própria vida para que nada me faltasse. Eu não posso deixar ela sem uma chance agora.
Não é certo. É humilhante... Mas é a única forma. Talvez, pelo menos, todo esse tempo que me guardei sirva para alguma coisa…
Com os dedos trêmulos, preenchi o formulário cadastral. Enviei. Minhas mãos suavam. Meu coração parecia querer escapar do peito.
Foi então que o meu celular vibrou com uma mensagem que me gelou por completo:
"Parece extremamente concentrada, senhorita Brown. Venha à minha sala agora mesmo."
Era ele,Sr. Bellerose, meu estômago revirou. Senti minhas pernas fraquejarem. Ajeitei a saia com pressa, peguei o tablet e caminhei em passos apressados pelo corredor até a porta dele. Bati levemente.
— Entre, senhorita Brown — ouvi sua voz grave preencher o ambiente.
Assim que cruzei a porta, meu corpo congelou. Ele estava de pé, à frente da sua mesa, com um sorriso quase diabólico nos lábios. Sua beleza era impactante, o olhar impenetrável, e aquele ar de superioridade me deixava fora de mim. Mas era o sorriso que me assustava… não combinava com sua formalidade habitual.
Será que… meu Deus… será que ele viu?
Será que ele tem acesso ao que é visto nos computadores da empresa?
É claro que tem. Burra! Como fui tão estúpida?!
Ele se aproximou lentamente, me examinando com os olhos. Senti meu corpo pegar fogo sob aquele olhar. Meu rosto ardia, meu coração batia na garganta, estava quase sufocada pela presença tão próxima dele. Ajustei os óculos, algo que sempre faço quando estou nervosa.
— O senhor precisa de algo? — perguntei em um quase sussurro.
— Bom… — ele disse, se aproximando ainda mais, devagar, com uma calma quase dolorosa — acho que você precisa de algo senhorita Brown. Conte-me mais… para que precisa de dinheiro?
— O quê? Eu… meu Deus…
As palavras travaram na garganta.
— Tudo que é acessado na empresa, eu tenho acesso, senhorita Brown — disse ele com um meio sorriso. — Mas, nesse caso, é ainda mais fácil… porque sou eu quem comanda o site.

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