Tomás não se apressou em dizer nada.
"É menino?" A voz do senhor estava visivelmente mais sombria.
"Sim."
"Uma grande notícia. Por que não avisou a família?"
"O bebê é prematuro e ainda está na incubadora", Tomás respondeu honestamente.
"Heh." O senhor soltou uma risada fria. "Tomás, eu realmente não esperava que você também fosse jogar sujo comigo. Ótimo, ótimo mesmo."
"Pai, não estou entendendo o que o senhor está dizendo. Victoria e o bebê ainda não estão fora de perigo. Eu realmente não estou com cabeça para comemorar."
O tom de Tomás era extremamente desanimado.
Dava a impressão de que o prognóstico para Victoria e o bebê era sombrio.
Mas seu olhar era extraordinariamente aguçado.
Do outro lado da linha, o senhor ficou em silêncio por alguns segundos.
Tomás baixou o olhar e tocou algumas vezes na tela do celular.
Em seguida, com uma expressão indecifrável, disse: "Pai, vou te mandar uma foto do bebê para você ver. Ele é bem fofo. Além de Lucas Torres e Estela, faz muito tempo que não temos uma criança na família."
"Entendido."
O senhor desligou.
O quarto mergulhou em silêncio.
Adriana tinha visto tudo.
Entre as muitas fotos, Tomás escolheu uma em que a criança estava coberta de tubos.
Mas o bebê era resistente, segurando com força o dedo de Tomás.
Parecia pequeno e comovente.
Essa devia ser a intenção dele.
Tomás ergueu o olhar novamente e sorriu para Victoria.
"Papai já está velho. Quem não quer ver a família cheia de filhos e netos?"
"Verdade."
Victoria assentiu, tentando se consolar.
Adriana olhou para ela e se aproximou de Jaques.
Antes que pudesse falar, Jaques sussurrou: "Quer ficar?"
Adriana hesitou por um momento. Ele realmente adivinhava tudo.
"Sim. O tio parece preocupado. Minha mãe e o bebê precisam de alguém de olho, e além disso, eu não estou tranquila."
Ela olhou para Jaques e continuou: "Sr. Jaques, você acha que o senhor realmente vai perdoá-los por causa do bebê?"
Jaques olhou pela janela para o céu que escurecia gradualmente.
"Logo saberemos."
Ele abriu o celular e, comparando com uma foto, caminhou até uma das incubadoras.
Olhando para o bebê adormecido, sua mão se aproximou do respirador.
Bastaria desconectar o respirador e, como um prematuro com função cardiopulmonar deficiente, ele morreria em poucos minutos, sem que ninguém percebesse.
Os dedos do médico se enrolaram no tubo do respirador, preparando-se para puxar, quando uma luz fria brilhou diante de seus olhos.
Algo gelado tocou seu pescoço.
"Não se mova."
No segundo seguinte, suas mãos foram amarradas nas costas.
Ao se virar, seus olhos se arregalaram.
Do lado de fora do vidro, Jaques, Adriana e Tomás o observavam com frieza.
Evaldo, vestindo um traje de proteção, arrastou o médico para fora do quarto.
E, no processo, puxou a máscara do médico para baixo.
"Mordomo, há quanto tempo."
"..."
O mordomo desviou o olhar, sem coragem de encarar Jaques e Tomás.
Tomás tinha os olhos injetados de sangue.
"Se você está aqui, onde ele está?"

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Segunda Chance, Não Pense em Fugir!
Amando 🥰🥰🥰🥰 Jack e Adriana odiando😡😡😡🤬 Filomena e sua tropa...
Tô amando esse novo jaques....
Amoooooooo de paixão esse livro. Gostaria muito de poder escrever para a autora . É simplesmente perfeito 😍...
Mais mais mais...
Oi bom munto bom...
👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏🥰...
Mais mais mais mais mais...
Na melhor parte acaba o capítulo...
Boom dia...
Olá quando vai ter atualização...