Entrar Via

Senhor Ramos, ele não é seu filho! romance Capítulo 678

— Ele foi atrás de mim? — Sabrina Batista achava que a presença de Henrique Ramos naquele lugar tivesse sido uma mera coincidência.

— Ué, mas ele não voltou com você? Por que não desceram juntos?

Julia avistou Henrique Ramos descendo do carro de Sabrina Batista e voltou à cozinha para servir um prato de comida para ele também.

Sabrina Batista segurava o garfo, mexendo distraidamente no arroz. Sua mente foi inundada por um turbilhão de pensamentos, mas ao mesmo tempo parecia um completo vazio; nem ela sabia o que estava refletindo.

— Desse jeito vai furar o prato.

Henrique Ramos puxou a cadeira ao lado dela e sentou-se, batucando os dedos sobre a mesa.

Sabrina Batista voltou a si e levou uma porção de arroz à boca, evitando o olhar dele.

— O contrato entre a Família Couto e a Pipefy já foi assinado.

A voz de Henrique Ramos havia voltado ao normal, e ele foi direto ao assunto. — Você veio do Quinto Andar, já foi a pessoa mais próxima a mim e continua ao meu lado. Felipe Carneiro não vai permitir que você fique na Pipefy por muito tempo. Ele fará de tudo para escorraçá-la de lá.

A palavra escorraçar era até bondosa demais quando se tratava de Felipe Carneiro.

Felipe Carneiro não só queria expulsar Sabrina Batista, como também planejava armar para ela, obrigando-a a pagar uma multa rescisória exorbitante.

E, por trás dessa armadilha, havia o apoio da Família Couto.

Embora não se soubesse que tipo de acordo obscuro eles haviam fechado.

Estar encurralada era a definição perfeita para a situação atual de Sabrina Batista.

— Eu sei. — Sabrina Batista pousou o garfo e olhou para Henrique Ramos. — É fácil escapar de um golpe claro, mas os ataques covardes são difíceis de prever. Cedo ou tarde, algo ruim vai acontecer. Por isso, pretendo esperar o momento certo e dar o primeiro passo.

Henrique Ramos ergueu o olhar, deparando-se com os olhos dela.

— E como seria essa espera pelo momento certo?

Sabrina Batista pensou por um instante e respondeu: — Ainda não pensei em todos os detalhes. Mas não se preocupe, os anos em que estive ao seu lado não foram em vão. Eu não vou te fazer passar vergonha.

O coração de Sabrina Batista estremeceu levemente, como a água de um lago atingida por uma pequena pedra.

——

Na pressa para salvar o contrato que estava dentro do envelope de papel pardo, Wesley Couto acabou queimando a mão.

Porém, ao abrir o envelope, descobriu que continha apenas dois jornais da manhã. Furioso, deu um tapa na xícara de café, arremessando-a longe.

A xícara espatifou-se no chão em mil pedaços.

— Mas que audácia a dela, querendo dar uma de esperta logo para cima de mim!

A Senhora Couto se aproximou, viu a bagunça e suspirou. — Ela é muito inteligente. Bater de frente não vai adiantar. Além disso, a nossa aliança com a Família Carneiro só tem nos trazido prejuízos. Se continuarmos assim... não vamos aguentar!

— Mesmo não aguentando, teremos que suportar! — As costas da mão de Wesley Couto ardiam, intensificando a sua fúria. — A volta do meu irmão mais novo à empresa já foi aprovada naquela votação daqueles velhos ultrapassados. Ele está vindo com tudo. O próximo passo será discutir a herança. Como ele tem um casal de filhos, as chances de abocanhar a maior parte da fortuna da Família Couto são imensas. Se Sabrina Batista não voltar logo, estaremos completamente arruinados!

A Senhora Couto hesitou por alguns segundos antes de dizer: — Então por que você foi tão direto com ela? Você só falava em tomar a criança. Como achou que a Sabrina Batista voltaria assim? Se tivesse dito que a queria de volta para assumir a herança, ela com certeza não teria recusado!

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor Ramos, ele não é seu filho!