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Senhor Ramos, ele não é seu filho! romance Capítulo 739

— Adivinhe.

Sabrina não respondeu diretamente à pergunta.

Wesley ficou irritado. Tudo o que ele queria era ter Sabrina sob controle.

Mas, desde o início, ele nunca teve esse controle. Pelo contrário, estava sendo manipulado.

— O seu filho está com Henrique, não está? — A Senhora Couto aproximou-se por trás, encarando Sabrina. — Ou melhor, aquela criança é do Henrique, não é?

Sabrina caminhou até o sofá e sentou-se, com a postura perfeitamente ereta, ignorando completamente o Casal Couto.

Wesley e a Senhora Couto trocaram um olhar, comunicando-se em silêncio.

— Talvez você ache que não fomos bons com você, mas a sua relação com Henrique também não deve ser mil maravilhas. Se tiver que escolher entre nós e ele, acho que deveria pensar bem. Pelo menos, nós não separaríamos você do seu filho.

A Senhora Couto caminhou até Sabrina e sentou-se ao seu lado.

Antes mesmo que ela se acomodasse, Sabrina afastou-se um pouco.

Ela não tinha nada a dizer ao Casal Couto.

Especialmente com Henrique prestes a chegar, por mais absurdas que fossem as palavras deles, ela não precisava dar ouvidos.

Eles usavam a desculpa de querer o bem dela para encobrir suas verdadeiras faces hipócritas e repulsivas. Para ela, bastava enxergar isso.

— Menina! — O tom da Senhora Couto finalmente se alterou. — Você é teimosa demais! Mesmo que não queira voltar para a Família Couto como nossa herdeira, se voltasse, jamais estaria à altura da Família Ramos. Estragar a sua relação conosco só vai dar mais motivos para falarem mal de você!

Sabrina olhava para frente, com o olhar sereno fixo na direção da porta.

Wesley levantou-se abruptamente, furioso.

— Não ache que só porque Henrique chegou, eu vou deixar você ir! Você é minha filha! Se eu digo que você não vai sair por aquela porta, você não vai sair! No território da Família Couto, duvido que Henrique ouse fazer alguma coisa contra mim!

Assim que ele terminou de falar, um Cullinan parou em frente à mansão.

Os olhos de Sabrina brilharam, e a tensão em seu corpo diminuiu consideravelmente.

Ao ouvir a buzina, Wesley franziu ainda mais a testa. Ele lançou um olhar significativo à Senhora Couto e virou-se para a porta.

— É melhor você se comportar, ou não sei do que ele será capaz.

— Eu quero ir embora.

Henrique ergueu a mão e segurou o pulso dela, que pendia ao lado do corpo, antes de finalmente olhar para Wesley.

— Parabéns por conseguir o que queria e vencer a votação, Senhor Couto. O assunto está encerrado, vou levá-la comigo.

Sendo homem de poucas palavras, ele terminou a frase e puxou Sabrina em direção à saída.

Wesley, por instinto, bloqueou o caminho.

— Espere, você não pode levá-la! O contrato de transferência das ações da Família Couto ainda não foi assinado...

— Mande alguém entregar o contrato no Edifício Majestic mais tarde. Ela assina e eu mando devolver.

Henrique lançou um olhar de desagrado para o braço que bloqueava sua passagem.

Wesley, criando coragem, continuou a barrar o caminho.

— Isso... isso não é apropriado.

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