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Senhor Ramos, ele não é seu filho! romance Capítulo 741

Wesley forçou um sorriso, com o rosto colado no vidro, espiando para dentro do carro, como se ainda quisesse dizer algo.

Henrique pisou fundo no acelerador, e o carro passou raspando por Wesley.

Wesley cambaleou para trás, pálido como um fantasma, observando-os partir. Um pressentimento ruim o dominou!

— Você vai deixá-los ir assim? — A Senhora Couto aproximou-se para ampará-lo.

— E o que mais eu poderia fazer? — Wesley firmou-se e afastou a mão da esposa. — Como eu poderia imaginar que Henrique realmente se arriscaria por ela?! E como eu ousaria encostar um dedo nele?

Se Henrique sofrer qualquer machucado na propriedade da Família Couto, nem mesmo entregando todos os seus bens, a família não conseguiria pagar a dívida!

— Agora só nos resta apostar que Henrique cumprirá a palavra e não cobiçará a fortuna da Família Couto.

A Senhora Couto falou, e seu tom soou um pouco mais confiante.

— Ele não deve ter interesse na nossa fortuna. Afinal, a Família Ramos inteira pertence a ele.

Wesley lançou-lhe um olhar furioso.

— Quem é que acha que tem dinheiro demais? A questão é: será que Sabrina vai embolsar as ações para si mesma?!

Henrique podia não ligar para a fortuna deles, mas e Sabrina?

— Então... — A Senhora Couto entrou em pânico. — Por que você os deixou ir?

— E eu ia esperar o quê? — Wesley ficou ainda mais irritado. — Esperar que Henrique aniquilasse a Família Couto?! Agora só me resta arriscar!

Desde o início, cada passo de Wesley havia sido meticulosamente planejado, mas sempre carregava um elemento de aposta.

Só que nunca havia sido uma aposta tão desesperada quanto agora...

O Cullinan deslizava suavemente pela estrada, e a mansão da Família Couto desaparecia aos poucos no espelho retrovisor.

O corpo tenso de Sabrina finalmente relaxou. Ela encostou-se no banco e soltou um suspiro de alívio.

Havia se passado apenas um dia e uma noite, mas parecia ter durado meio século.

Ela perguntou a Henrique:

— Onde está o Lelê?

— Está em casa. Fique tranquila, a Julia voltou, os dois estão cuidando dele. — Henrique dirigia com uma mão, enquanto apoiava o queixo na outra, observando-a pelo retrovisor.

Havia olheiras escuras sob os olhos dela; certamente não tinha dormido bem na noite anterior.

Sabrina virou o rosto para olhar lá fora. No retrovisor direito, além da estrada larga e vazia, não havia um único carro.

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