Um raio de sol despontou no horizonte e invadiu o quarto, banhando os três que dormiam profundamente.
Às nove da manhã, bateram na porta do quarto.
A voz de Julia soou do outro lado.
— Jovem mestre, senhora.
Sabrina abriu os olhos de repente e só então percebeu que já eram nove horas.
Lelê ainda dormia, e o homem que havia surgido do outro lado da cama em algum momento da noite também estava em sono profundo.
Ela saiu da cama e foi abrir a porta.
— Eles ainda não acordaram. O que houve?
— O pessoal da Família Couto chegou, disseram que vieram procurá-la. — Julia apontou para o andar de baixo.
Eles haviam chegado mais rápido do que ela esperava.
— Mande-os esperar. — A voz ligeiramente rouca de Henrique soou.
Sabrina virou-se e o viu sentando-se na cama, exalando uma sensualidade preguiçosa de quem acabara de acordar.
— Certo. — Julia virou-se e desceu para lidar com as visitas.
Meia hora depois, após se lavarem, trocarem de roupa e arrumarem Lelê, Sabrina e Henrique finalmente desceram.
O andar de baixo estava tão silencioso que não se ouvia nem um suspiro. Wesley estava sentado no sofá, olhando para o relógio de vez em quando, incapaz de esconder a ansiedade.
Assim que a porta do elevador se abriu, ele levantou-se imediatamente e olhou naquela direção.
Henrique saiu primeiro, segurando Lelê nos braços.
Sabrina vinha logo atrás, segurando algumas fraldas.
Ao ver os dois caminhando juntos com a criança, em perfeita sintonia, como um casal apaixonado, Wesley sentiu um imenso alívio.
Ainda bem que ele não havia tentado manter Henrique à força na mansão no dia anterior e permitira que ele levasse Sabrina.
— Senhor... Ramos. Sabrina.
Wesley pretendia usar Sabrina para se aproximar de Henrique, mas, assim que se aproximou, a aura intimidadora e inacessível do homem o fez desistir da ideia.
Henrique e Sabrina passaram por ele, ignorando-o completamente.
— O café da manhã está pronto?
— Jovem mestre, senhora, o café da manhã está servido. Deixe o pequeno mestre comigo!
Julia aproximou-se de Henrique, pronta para pegar Lelê.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor Ramos, ele não é seu filho!