— E como você vai resolver a questão do trabalho? — Oceana perguntou como se tivesse lembrado de algo. — A Pipefy te deu férias longas?
— Não me deram, pedi demissão.
Mesmo que não fosse para a Capital com Henrique, Sabrina não pretendia continuar na Pipefy.
Felipe não a tolerava.
— Faz sentido, o Noriel ainda é pequeno, não tenha pressa para trabalhar. Acabei de transferir quinhentos mil reais para sua conta bancária, guarde para gastar.
Oceana deu um tapinha na mão dela.
— Não tenha pena de gastar. A gente já disse antes, quem tivesse dinheiro sustentaria a outra incondicionalmente. Além disso, esse dinheiro é da Família Couto, é o nosso dinheiro, não é só meu.
Sabrina,
— Mas...
— Quanto valem as ações da Família Couto? Você simplesmente transferiu elas para mim. São só quinhentos mil. Se não aceitar, então não quero aquelas ações.
Oceana soltou-a e fez menção de se levantar para procurar Henrique.
— Vou pedir para o Henrique dar um jeito de pegar as ações de volta.
— Tá bom, eu aceito. — Sabrina sabia que ela faria esse tipo de coisa.
— Assim que é bom. — Oceana se virou e voltou a se sentar. — Deixa eu te contar, quando o Carlitos sumiu há alguns dias, eu morri de medo...
Na sala de estar.
Fernando sentou-se no tapete e esticou o pescoço para olhar para fora.
— De onde elas tiram tanto assunto?
Henrique levantou os olhos, deu uma olhada e voltou a olhar para a tela.
— Hoje, quando foi buscar a Oceana, você encontrou com o Casal Couto?
Fernando balançou a cabeça.
— Eu fui cedo, o Casal Couto ainda não tinha levantado. Nos últimos dois dias, não descansaram bem por causa do Carlitos. Ouvi a Oceana dizer que só foram dormir perto do amanhecer.
Depois de dizer isso, ele acrescentou:
— Senão, não teria sido tão fácil tirar a Oceana de lá.
A expressão de Henrique ficou tensa.
— Quando a levar de volta, preste atenção no Casal Couto para mim.
— Prestar atenção no quê? — Fernando perguntou instintivamente.

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