— Daniela, a Vanessa disse que está disposta a ajudar a esclarecer a situação do Henrique. Essa menina sempre teve um coração bom, afinal, foi muito bem orientada por você...
— Poupe-me das baboseiras. — Daniela a interrompeu. — Assim que os boatos forem esclarecidos, eu transferirei o dinheiro para a sua conta. Caso contrário, arquem com as consequências.
Sem paciência para falsas cortesias, Daniela desligou o telefone na cara dela.
— Ela nem me deu a chance de falar. — Aimée olhou para Vanessa, constrangida.
— Não importa, o que ela quer é o resultado.
— Mãe, descubra para mim onde a Sabrina está agora... — Vanessa se aproximou do ouvido da mãe e sussurrou.
— Vanessa, com a nossa situação atual, você poderia parar de provocar a Sabrina? Vamos estabilizar a família primeiro. Quanto a você e o Henrique... as chances são praticamente nulas! — Aimée suspirou.
— Mãe! Faça o que eu estou pedindo, está bem? Eu já cheguei ao fundo do poço, o que mais poderia piorar?
Os olhos de Vanessa marejaram, e as lágrimas ameaçaram cair.
Por mais relutante que estivesse, Aimée não suportava ver a filha chorar.
Ela só tinha essa filha, é claro que faria de tudo para satisfazer seus desejos!
— Está bem, espere!
——
Henrique não voltava para casa há dois ou três dias. Nenhuma ligação, nenhuma mensagem.
Sabrina finalmente perdeu a paciência e tomou a iniciativa de mandar uma mensagem.
[Quando você vem para casa?]
Henrique: [Aconteceu alguma coisa?]
Sabrina: [Precisamos conversar.]
Henrique: [O mais rápido possível.]
Ela não obteve um horário exato, mas Sabrina presumiu que "o mais rápido possível" significava naquele mesmo dia.
No entanto, ela esperou até tarde da noite e Henrique não apareceu.
Parecia que ele estava realmente muito ocupado.
— Vá atrás dele e esclareça tudo.
Sabrina havia contado a Oceana tudo o que Daniela dissera naquele dia.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor Ramos, ele não é seu filho!