— Proteger ela? Hahaha...
Um sorriso estranho surgiu no rosto de Vanessa Fernandes. Seu tom era alegre, mas seus olhos revelavam tristeza; essa dualidade era perturbadora.
Aimée Reis ficou assustada com ela.
— Vanessa, não assuste a mamãe. Eu só tenho você agora!
— Por quê? Mãe, em que eu sou inferior à Sabrina Batista? Minha família é melhor que a dela, minha origem é melhor, e eu cresci com o Henrique! E daí que ela tem o sangue da Família Couto? Os pais dela têm uma péssima reputação, o sangue que corre nas veias dela é sujo...
— Sim, você tem razão. Aquele casal Couto é como um par de sanguessugas. O Wesley Couto não ousa mais incomodar a Sabrina, então começou a me procurar, pedindo para eu salvá-los. Ridículo, eu nunca o ajudaria... — concordou Aimée Reis, abraçando Vanessa Fernandes.
— A Família Couto entrou em contato com você?
— Eles pediram a sua ajuda? — perguntou Vanessa Fernandes, afastando as mãos de Aimée Reis.
— Pois é! Agora eles estão sendo investigados pela polícia, é um caminho sem volta. Eu não vou salvá-los! — assentiu Aimée Reis.
— Salve-os! — exclamou Vanessa Fernandes, como se agarra-se à última esperança. — Mãe, dê um jeito de trazê-los para a Capital.
— Ah? — hesitou Aimée Reis, relutante. — Nós mal conseguimos cuidar de nós mesmas agora, onde vamos arranjar tempo para eles?
Vanessa Fernandes se aproximou do ouvido dela e sussurrou algumas palavras, fazendo a expressão de Aimée Reis mudar repetidas vezes.
— Isso... você tem certeza de que vai dar certo? Nossa relação com a Família Ramos já é como água e fogo. Se os ofendermos de novo, temo que...
— A essa altura do campeonato, você ainda espera que nossa relação com a Família Ramos melhore? Mãe, eu já não tenho mais nenhuma esperança com o Henrique. Eu só quero agitar essas águas turvas o máximo possível!
A crueldade e a frieza dela fizeram Aimée Reis se sentir diante de uma estranha.


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