Abrir o jogo?
Henrique escondia algo dela.
A mão de Sabrina parou no ar. Ela lembrou-se novamente das palavras de Wesley.
— Está bem, não me escute. Se você estragar tudo, vou responsabilizá-lo!
Vendo Henrique tão teimoso, Daniela saiu pisando duro, enfurecida.
No instante em que abriu a porta, deparou-se com Sabrina. A expressão zangada se transformou gradualmente em choque, para então dar lugar a um cenho franzido.
— Quem deixou você bisbilhotar a nossa conversa?
A mão de Sabrina abaixou devagar; seu olhar ultrapassou Daniela e encontrou os do homem sentado diante da mesa do escritório.
Quando os olhos escuros de Henrique se viraram para ela, havia algo diferente neles.
Sabrina percebeu esse lampejo imediatamente; seu coração afundou e gelou por completo.
Notando o rosto estranho de Sabrina, Daniela ficou incomodada e foi embora sem cerimônias, deixando a bagunça para Henrique resolver.
Henrique levantou-se e desligou a luz do escritório. A luz deixou o rosto de Sabrina na penumbra, deixando-a com um olhar ainda mais carregado de melancolia.
— Você...
— Henrique, que plano perfeito você tem que envolve a mim?
Olhando em frente, Sabrina conseguia apenas ver o pomo de Adão de Henrique. Teve que dar dois passos para trás a fim de olhar para ele, criando uma distância.
E então pôde ver de maneira ainda mais nítida a emoção oculta no olhar dele.
O pomo de Adão de Henrique moveu-se. Ele ficou em silêncio por alguns segundos antes de dizer: — De fato, escondi algo de você, mas não é nada que vá machucá-la.
Sabrina nunca o vira mentir antes, então não sabia como era quando ele mentia.
Naquele momento, ele parecia ansioso; seria assim que parecia quando mentia?
— Se não machuca, por que me esconder? É por isso que disse não ter sentimentos por mim no passado, mas agora ter?
Sabrina forçou um sorriso; quando não tinham sentimentos, pelo menos ele fora honesto.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor Ramos, ele não é seu filho!