Henrique deu um riso fraco de deboche e o ignorou.
Do outro lado, Sabrina acompanhou Oceana para o quarto dela, no terceiro andar da outra casa do terreno.
— Você preparou a bebida que eu te pedi?
Oceana perguntou a Sabrina em voz baixa.
Sabrina concordou com a cabeça: — Tudo certo. Deixei no seu quarto.
— Por que no meu quarto? — Oceana estancou. — Para ele beber no jantar.
— Não foi você que disse que queria achar uma brecha para embriagar o cara? — Sabrina tinha interpretado errado. — Pensei que você iria levar ele para o seu quarto.
Oceana bateu a mão na testa: — É um homem solteiro e eu uma mulher sem compromisso, à noite bebendo juntos dentro do mesmo quarto? Isso seria o mesmo que dar um convite explícito para algo a mais!
Convite? Convite para quê?
Ah! Sabrina prendeu a respiração e tomou um susto: — Então, como vamos fazer?
— Veremos. Daremos um jeito na hora.
Oceana cutucou a cabeça de Sabrina: — A sua mente funciona no trabalho, por que nas outras coisas não serve para nada?
Sabrina coçou a cabeça, com um sorriso envergonhado.
Na hora do jantar, todos estavam em volta da mesa.
Antes que Oceana achasse uma desculpa para fazer Fernando beber, ele abriu a boca.
— Sua lesão ainda precisa de observação. Vou passar esses dias por aqui, para evitar problemas.
Oceana, em reflexo, soltou: — Não precisa. Já tem gente demais aqui, eu...
— Está ótimo. — Sabrina interrompeu primeiro.
Oceana: "..."
— A Oceana está na Ala Leste, no terceiro andar. Fique lá também.
Assim que Sabrina ajeitou as coisas, lembrou de algo e olhou para Henrique.
Henrique estava ereto, com a mesma cara de sempre e a concordou com o olhar, dizendo: — Uma boa organização.
— Certo, não temos muito tempo. Melhor comer agora e descansar. A Oceana não conseguiu dormir no hospital esses dias.

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