Oceana e Carlitos dormiram até acordar naturalmente. Ela fez um pouco de macarrão para ele e também deu o remédio.
O pequeno não teve mais febre e o seu humor não foi afetado. Com isso, elas finalmente relaxaram.
— Entendi. E por que você não foi com eles?
Oceana o olhou com um pouco de desgosto: — Nós duas teremos que cuidar de duas crianças e ainda por cima tomar conta de você.
Lucas bufou: — Eles mandaram eu ficar para te ajudar a cuidar do Carlitos.
— Bom, então depois você segura ele para mim, ele está muito pesado.
Oceana adorava implicar com ele.
Sempre que Carlitos ficava doente, ele só queria o colo de Oceana. Sabrina também percebeu que ela só estava brincando com o Lucas.
— Tá bom, fique com a gente e não se perca.
Lucas revirou os olhos, murmurou que 'a Sabrina era melhor', mas não se esqueceu de pegar a bolsa de Oceana quando saíram.
Perto do Ano Novo, o clima na Cidade S era frio e o ar estava úmido.
O carro passava por estradas entre árvores e ia em direção ao Solar dos Couto.
Dezenas de carros estavam estacionados no amplo pátio em frente à Sede da Família Couto.
De longe, viam-se várias pessoas caminhando para o interior.
Muros brancos e telhados de tijolos vermelhos compunham a construção clássica que parecia grandiosa.
O Solar, que por fora não parecia ser tão vasto, mostrava-se enorme e fascinante ao entrar.
Sabrina já tinha estado lá, mas não teve disposição para olhar ao redor daquela vez.
Agora, observando com atenção cada detalhe, ela sentiu um baque no coração.
— Senhorita, venha comigo.
Um jovem de cerca de vinte anos se aproximou, abrindo um guarda-chuva para Oceana.
Havia uma garoa fina no meio daquela floresta profunda, e ainda tinha uma certa distância do portão principal até o Santuário dos Couto.

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