As crianças ficaram emotivas com a partida do menino.
Roxanne baixou a cabeça para esconder a melancolia.
A voz de Jack então se fez ouvir. “Há muitos casos similares ao dele, e o que podemos fazer é ajudá-los o quanto pudermos. Está tudo bem ficar triste, então não precisa se sentir sobrecarregada.”
A médica entendia a lógica por trás disso, mas lidar com isso era um pouco desafiador.
O menino foi muito educado e gentil, por isso era ainda mais difícil aceitar seu triste destino.
Jack não disse muito mais. Deixou-a com uma simples frase: “Há outras crianças esperando por você.”
Assim, voltou ao seu lugar.
Roxanne respirou fundo e olhou para as crianças ao seu lado.
Cada uma delas olhava para cima, encarando-a. Estavam quase chorando e, dentro daqueles olhos estava o medo mais primitivo de todos — o medo da morte. Estavam preocupadas com o menino que saiu e também estavam com medo de sofrerem o mesmo destino.
O terror deles forçou a médica a conter sua tristeza. Abaixou-se para olhá-las no olhos e as confortou: “Não se preocupem. Estamos aqui para protegê-las para que todas vocês cresçam seguras e saudáveis. O amigo de vocês vai voltar logo.”
Com isso, lhes deu as costas. Não suportava continuar olhando-as, então se atrapalhou um pouco quando se levantou. Ainda assim, fingiu estar calma, deu tapinhas na maca e perguntou: “Certo, quem é o próximo?”
Muito tempo se passou até que uma criança subisse com medo na maca.
A médica o observou. Sentiu-se aflita ao examiná-lo.
Felizmente as outras crianças não estavam muito doentes então pôde tratá-los sozinha.
“Moça?”, perguntou uma criança com cautela ao se aproximar ainda com sua bandeja nas mãos.
Roxanne voltou sua atenção para o dono da inocente voz. Sorriu e perguntou: “Sim?”
A criança a encarou e questionou: “Disseram que o doce que você deu é gostoso. Pode me dar um?”
A médica ficou surpresa até que se deu conta. Sorriu e pegou alguns doces de sua bolsa e os entregou à criança. “Tem alguns sabores aqui. Se gostar, trarei mais quando vier aqui de novo.”
O menino sorriu timidamente. Pegou a coxa de frango de seu prato, entregou à Roxanne e disse com a doce voz: “Obrigado, moça. Sei que está trabalhando muito também, então fique com isto. Amo frango, mas vou dar este para você.”
A médica ficou admirada. Quando voltou a si, sorriu para o menino; a emoção borbulhava dentro de si. “Obrigada.”
A criança sorriu com timidez, deu as costas e partiu.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Será recíproco um dia?
Lí até o capítulo 1360...depois,não consigo mais .Podem me ajudar?? Obrigada!...
Boa noite!! Não tem atualização esse livro?...