A intenção de Sérgio era que, já que Vânia havia causado aquela confusão no aeroporto, ela deveria simplesmente pedir o divórcio.
Coletar provas de traição e dar entrada no divórcio podiam acontecer simultaneamente.
César provavelmente não desconfiaria; apenas acharia que Vânia estava agindo por puro ciúme.
De fato, era exatamente isso que César pensava.
Após se despedir de Sérgio, Vânia dirigiu em direção à mansão da família Saraiva.
No caminho de volta, viu o carro de César.
Vânia arqueou as sobrancelhas, surpresa. Imaginava que César ficaria com Laura e não teria tempo de voltar para a mansão principal.
Se não fosse pelo incidente no aeroporto, César realmente pretendia ficar com Laura.
Porém, Leonardo havia ligado, perguntando quando ele voltaria, dizendo que Vânia já estava a caminho.
Ele temia que Vânia, ao voltar, revelasse sobre o retorno de Laura para a família Saraiva, criando mais problemas.
A cerimônia de casamento, marcada para dali a três meses, precisava ocorrer sem contratempos.
César também notou o carro de Vânia. Ele abaixou a janela e gritou:
— Vânia.
Vânia não respondeu. Ela fechou a janela, manteve o rosto gélido e pisou fundo no acelerador, fazendo o carro disparar e deixando apenas um vulto para trás.
César arqueou as sobrancelhas e, sem hesitar, foi atrás dela.
A mansão da família Saraiva ficava na encosta da Serra Sul, acessada por estradas sinuosas. Vânia conduzia o volante com tranquilidade; o veículo em suas mãos parecia um brinquedo ágil.
Fazia drifts nas curvas sem diminuir a velocidade. O carro movia-se como uma rajada de vento, traçando linhas tão perfeitas que mereciam aplausos.
Os homens nascem apaixonados por velocidade e emoção.
O entusiasmo tomou conta de César, que começou a apostar corrida com o carro de Vânia.
Nenhum dos dois recuava numa intensa perseguição. César tentava ultrapassá-la o tempo todo, mas Vânia sempre o impedia de assumir a liderança. Por fim, ambos chegaram à mansão, um logo atrás do outro.
César estava extasiado. Com um sorriso nos olhos e nos lábios, apoiou a mão despreocupadamente na porta do carro, observando Vânia com olhos profundos e maravilhados.

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