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Sete Anos de Espera, Um Adeus Sem Volta romance Capítulo 203

Momentos marcantes em uma convivência sempre se tornam um salvo-conduto numa relação.

Mas, para quem trai o próprio amor, nem mesmo o salvo-conduto adianta.

Rebeca conseguiu se manter firme por sete anos porque, nesse relacionamento, nunca houve uma terceira pessoa.

Por isso, ela conseguia se sentir em paz e usava esses momentos do passado para se convencer a continuar.

Mesmo quando, no último ano, Samuel Batista começou a tratá-la com frieza, quase chegando à indiferença.

Ela aceitava.

Só não aceitava traição.

Porque a traição não mata quem trai, mas sim quem é traído.

Apesar da insônia da noite anterior, às cinco e cinquenta da manhã, Rebeca Ribeiro já estava acordada.

Talvez porque passou a noite com as mãos e os pés fora do cobertor, acordou sentindo o corpo gelado.

Por isso teve aquele sonho.

Apesar de já ter superado, ainda se emocionava ao lembrar.

As pessoas não são arquivos, que se pode simplesmente deletar o que incomoda e manter o que convém.

Apenas o tempo pode suavizar tudo.

Naquela manhã, Israel Passos foi pessoalmente até a VerdaVita para trocar o carro com Rebeca.

Ela ficou até um pouco sem jeito:

— Você já me ajudou tanto, ainda teve o trabalho de vir aqui. Eu ia pedir para a Marina Domingos levar o carro para você à tarde.

Israel já tinha imaginado isso, então resolveu ir ele mesmo.

Fazia tempo que eles não se encontravam no trabalho, e Rebeca andava ocupadíssima.

Israel sentia falta de vê-la.

Aproveitou a oportunidade e foi pessoalmente.

É claro que não disse isso para Rebeca; preferiu perguntar sobre o projeto:

— Como estão as coisas no projeto?

— Está caminhando bem, só estamos com falta de pessoal. O time está tendo que fazer hora extra direto.

— Qualquer coisa que precisar, é só falar.

— Obrigada.

Israel ficou só alguns minutos e logo foi embora, porque Rebeca estava realmente muito atarefada.

O rosto de Beatriz endureceu um pouco. Depois de um tempo, respondeu:

— Deve estar só ocupado com o trabalho.

Rui não entendeu:

— Mas nem para dar um alô? Eu acho que tem coisa aí. Depois vou investigar, vai que ele aparece com uma namorada do nada. Ia ser um susto.

Beatriz, sem bom humor, guardou o celular e disse:

— Faz como quiser.

Com a estreia da Cora.AI se aproximando, Rebeca ficou ainda mais ocupada, mal tinha tempo para comer.

Por sorte, Marina Domingos estava por perto.

Todos os dias, Marina preparava refeições deliciosas, sempre do jeito que Rebeca gostava.

A dor de estômago de Rebeca já fazia tempo que não incomodava.

Um dia, ela perguntou a Marina:

— Quando foi que você passou a conhecer tão bem os meus gostos?

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