Sem falar que a pessoa diante dele era justamente ela.
Alguém a quem ele já não conseguia resistir.
Após alguns segundos em silêncio, Rebeca Ribeiro disse: — Helena Castro disse que quem não me valorizava antes não vai me valorizar no futuro, e, depois de conseguir o que quer, vai valorizar menos ainda.
O calor que enchia o coração de Samuel Batista foi coberto de gelo e neve em um instante.
Ele levantou a cabeça, e o remorso tomou conta de seus olhos escuros.
Ele sabia que a atitude de Rebeca Ribeiro era por causa dos graves machucados que ele havia lhe causado.
Por isso, ela pisava em ovos, sentindo que tudo era irreal, uma mera ilusão.
Ele segurou a mão dela e depositou um beijo repleto de desculpas sobre as costas da mão, soando verdadeiramente devoto: — Sinto muito, eu magoei você.
— Eu jamais vou forçá-la. Se você tem medo de que, depois de conseguir o que quero, eu não a valorize, pode me deixar na espera, até para o resto da vida se quiser.
Quando Rebeca Ribeiro chegou em casa, já passava das dez horas.
Samuel Batista quem a tinha trazido.
Ao passar pela porta, Helena Castro brincava com Samba. Vendo-a chegar, ela perguntou: — Já jantou?
— Já.
— Que bom, eu não fiz nada. — Ela pegou Samba no colo e começou a afagá-lo energicamente.
O filhote já estava tão acostumado que já não rosnava, deixando que ela fizesse carinho como quisesse.
— Semana que vem vou para a Cidade N a negócios, não poderei mais ser sua pequena chef de cozinha. Melhor chamar a senhorita e a tia de volta.
Rebeca Ribeiro pensou um pouco e disse: — Deixa pra lá, tenho visto ela se divertir bastante ultimamente. Não se preocupe com o jantar, Marina Domingos está lá, não vou passar fome.
— É verdade.
Mesmo se Marina Domingos não estivesse, ainda tinha um cadelinha na área.
De fato, ela não morreria de fome.
— O que é isso no seu pescoço? Está vermelhinho.
Quando Rebeca Ribeiro se aproximou para abraçar Samba, Helena Castro notou rapidamente a manchinha vermelha no seu pescoço e a questionou.

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