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Seus Sete Pequenos Guarda-Costas romance Capítulo 1008

Os dedos de Yvonne cerraram-se em torno do celular, e ela começou a tocar na tela com fúria.

— Você é a Vania?

— Não importa quem eu seja. O importante é que você aproveite o vídeo, senhorita Kepler.

Com o telefone na mão, Yvonne rangeu os dentes. É a Vania. Tenho certeza de que é ela.

Ela conseguia até imaginar o sorriso satisfeito de Vania, mas como podia ser tão forte a ponto de encarar quinze homens sem levar um arranhão? E como ainda conseguiu gravar um vídeo?

Yvonne estilhaçou uma xícara novinha e retrucou: — Como você sabe se eu gostei ou não?

A resposta de Vania veio quase no mesmo segundo: — Tudo bem se você não gostou desse vídeo, porque logo virão outros. Tenho certeza de que vai achar algo do seu agrado.

As agruras dos capangas na delegacia também podiam ser registradas e enviadas para ela assistir. Já que seu objetivo era irritar Yvonne, ela pretendia ir até o fim.

— Guarde para você — respondeu Yvonne e saiu do aplicativo, encerrando a conversa com Vania. Então ela é tão capaz que derruba um bando inteiro sozinha, é? Pois vou aumentar o nível de dificuldade para essa desgraçada e pegá-la viva. Quando chegar a hora, vou fazê-la provar do próprio inferno.

Do outro lado, Vania percebeu que Yvonne saíra furiosa do bate-papo por causa dela e teve um pressentimento de que logo se meteria em outra encrenca. Ainda assim, não se preocupou. Se Yvonne tinha cem maneiras de apanhá-la, ela tinha cento e uma de escapar.

Ao notar que ela parara de digitar, Hanson disse: — Docinho, no futuro, deixe que eu cuide de coisas perigosas assim.

Embora Vania desse conta de capangas comuns com facilidade, ele queria reduzir ao mínimo qualquer chance de acidente.

Vania assentiu. — O que aconteceu hoje foi um tanto inesperado. Da próxima vez, eu te aviso antes.

— Você está esperando que haja uma próxima vez? — perguntou ele, a voz um tom mais fria.

Uma única vez já bastara para deixá-lo em pânico. Apesar da postura serena o dia inteiro, ninguém sabia o medo e a aflição que o corroíam por dentro e o tremor que aquilo lhe causara.

— Sem pressa. Ainda não é hora do jantar.

De fato, ainda não era o horário de costume dela. — Mas levei um susto agora há pouco, e isso me deu fome. — Embora a primeira parte fosse mentira, a segunda tinha lá seu fundo de verdade.

Mal sabia ela que suas palavras não afetariam o homem. — Tudo certo. Com um pouquinho mais de fome, você vai comer ainda melhor.

Que tipo de lógica é essa? Vania então reclamou em voz alta: — Você não me ama mais? — No passado, ele não a deixaria com fome nem por um minuto.

— Claro que amo. Em casa eu te dou todo o meu carinho. Tenha um pouco de paciência. — Com a expressão séria, ele torceu o sentido da pergunta dela com malícia contida.

— Amor… — Vania gemeu, rendida, depois do flerte dele.

— Sim, alteza? — Ainda com o semblante impassível, parecia não ter segundas intenções com ela nem um pouco.

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