O malandro berrou, tentando intimidar Yvonne.
— Isso é impossível! Vocês foram para o lugar errado? — Yvonne ficou aflita.
Ele gritou o endereço para ela ao telefone. — Esse é o endereço certo, não é? Acha mesmo que vai nos enganar?
Num tom ameaçador, continuou: — Você tem três minutos. Se não confirmar o endereço, vamos embora e o seu adiantamento não será devolvido. Por sua causa, perdemos um tempão aqui; então vai ter que nos pagar mais.
Aqueles capangas tinham atravessado a cidade à toa, quando podiam estar se divertindo com acompanhantes.
Ao pensar nas acompanhantes, todos caíram numa risadinha indecente.
Nesse momento, Yvonne percebeu que talvez tivesse sido ludibriada de novo.
Com a voz firme, respondeu: — Esperem aí.
— Se não der retorno em três minutos, não esperamos mais — rosnou o brutamontes.
Yvonne não se abalou e simplesmente desligou o telefone.
Em seguida, discou para a funcionária, e a chamada foi atendida na hora.
— Como você ousa me passar informação falsa?!
Yvonne estava furiosa, e a outra sentiu a fúria pela linha.
— Q-que informação? — Ela estava tão apavorada que mal conseguia articular.
Embora reconhecesse quem ligava, de fato não sabia do que, exatamente, Yvonne estava cobrando.
Em poucas palavras, a troca entre as duas era vantajosa para ambas. Yvonne já a havia pago em troca de detalhes sobre a equipe.
A integrante contou tudo a Yvonne por achar que não tinha importância. Agora, porém, sentia que havia cometido um erro.
Com esse pensamento, o medo tomou conta e ela começou a tremer sem parar.
— Não ouse bancar a desentendida! — A voz de Yvonne soou sombria e assustadora.

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