Só esse método poderia encerrar a discussão entre os dois lados.
Quando Vania disse “dormirmos juntos”, queria dizer que Hanson e os meninos dormiriam todos no mesmo quarto que ela.
Nenhum dos lados venceu.
As crianças cruzaram os braços e bufaram para Hanson. Hanson também cruzou os braços e bufou de volta para eles.
Foi um empate.
Dentro da suíte presidencial havia uma cama enorme, capaz de acomodar a família de nove.
Mas, quando o assunto foi quem dormiria onde, o pai e as crianças voltaram a discutir.
Os sétuplos se deitaram no meio da cama e fitaram Hanson. “Queremos dormir ao lado da mamãe.”
Hanson não cedeu. “São sete. Não dá para todos dormirem ao lado da mamãe. Então vocês ficam de um lado.”
A cama era tão larga que ninguém cairia, então não havia com o que se preocupar.
Além disso, ele estava acostumado a dormir abraçando a esposa. Não a abraçar para adormecer era como ficar em quartos diferentes. Isso ele não aceitava.
James e Jack ficaram contrariados. “Se você não abraçar a mamãe, dois de nós cabem nesse lugar.”
Eles estavam decididos a escorraçar aquele homem.
Hanson não podia acreditar que eles estavam brigando até por isso.
Já que era assim, ele não iria abrir mão, e ameaçou: “Ou vocês dormem de um lado, ou saem e dormem sozinhos.”
Eles já eram grandes o suficiente para dormir sozinhos.
Ao ouvir isso, as crianças, que encaravam Hanson sem se intimidar, mudaram de tática.
Um por um, puseram caras tristes e começaram a se queixar com vozes chorosas: “Ainda somos crianças. Você não pode tratar a gente assim.”
Passaram a acusar Hanson de estar implicando com eles.
Hanson não esperava que a atitude deles mudasse tão rápido. Se Vania visse aquilo, sua imagem no coração dela despencaria.
Então, quando Vania voltou do banho, Hanson também tinha adotado uma expressão de coitado.

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