“Estou preocupada com a vingança da Vania. Nossa família não vai conseguir suportar algo assim.”
“Vingança?”
Ao lembrar das bases secretas que perdeu, Benjamin estremeceu de medo. “O que você tem em mente?” Foi então que ele finalmente percebeu a urgência do assunto.
Os negócios da Família Kepler já não aguentavam mais contratempos.
Então, Thomas respondeu: “Conversei com a Yvonne mais cedo, mas ela está obstinada em se vingar da Vania e não quer ouvir razão. Fiz o que pude.”
“O que você quer dizer com ‘fez o que pôde’?” Benjamin não entendia por que o filho usava aquela expressão. Por que tão fúnebre? É só sua irmã.
“Para a Yvonne, eu estou exaltando o inimigo e diminuindo os nossos.” Thomas abriu o jogo. Como se temesse que Benjamin não compreendesse a gravidade, acrescentou: “Não podemos deixar a Yvonne continuar batendo de frente com a Vania. Se não a detivermos, a Yvonne vai se complicar — e aí nossas mãos estarão atadas.”
Como Benjamin também já pensara nisso, assentiu, indicando que entendia o que Thomas dizia. “Nunca concordei que ela entrasse no mundo do entretenimento, então seria melhor se saísse dele de vez. Porém, convencê-la a desistir não vai ser fácil.”
Ele suspirou, vencido, porque conhecia naturalmente a personalidade da filha. Como Thomas já havia tentado persuadi-la, o resultado não seria diferente se ele fosse pessoalmente.
Após hesitar por um momento, Thomas sugeriu: “Pai, tive uma ideia boa.”
“Diga. O que devo fazer?”
“Por que não a levamos para viajar? Deixar que ela aproveite paisagens deslumbrantes pelo mundo afora. Vai que ela esquece toda essa mesquinharia?”
Os Kepler tinham sua cota de férias, e Yvonne já visitara incontáveis sítios históricos e pontos turísticos. No entanto, era raro a família inteira viajar junta. Talvez um tempo em família mudasse a cabeça dela.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Seus Sete Pequenos Guarda-Costas