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Sim! Me Casei Com Irmão Do Ex romance Capítulo 1019

— Você é tão frio. Tirando o Tiago, aposto que não tem muitos amigos. Eu tenho o Instagram dele. Agora ele está com a família. Se você voltar, vai ficar sozinho, sem ninguém.

David permaneceu em silêncio.

— De qualquer jeito, você ia ficar sozinho. — Júlia sorriu. — Então fica. Come uma coisa comigo. Você já está na minha casa mesmo. Se você for embora, eu vou ficar sozinha de verdade. Come um lanche comigo só pra matar o tempo, pode ser?

David abaixou levemente o olhar. Passara a tarde inteira com Júlia e, no geral, tinha sido agradável. Tirando o imprevisto de antes, ela não tinha dito nada que o irritasse… no fim das contas, Júlia não era tão difícil de lidar quanto ele imaginava.

David vacilou.

— Você não pode ir embora. — Júlia disse direto. — Se você for, eu não vou cuidar do meu pé. Pensa bem, você perdeu tanto tempo me levando de um lado pro outro, tudo vai ter sido em vão.

David não gostou do tom de ameaça. Talvez ele simplesmente detestasse pessoas autoritárias.

— Você acha que isso me ameaça? Quem vai sofrer é você, não eu.

Júlia sorriu, satisfeita.

— Funciona com você. Dá pra ver que você é mole.

David era desse tipo. Direto, confiável. Gente assim tinha o coração mais fraco. Caso contrário, não teria engolido o próprio incômodo e a levado ao hospital logo de cara. Quando a coisa apertava, David não era alguém que faria questão de discutir.

E era exatamente por isso que Júlia podia avançar um pouco mais, sem peso na consciência.

David ficou calado.

Sem encarar o olhar provocador dela, disse:

— Passa a pomada agora.

No carro, Júlia tinha ficado lendo a bula o tempo todo e não tinha passado nada.

— Então você fica? — Perguntou Júlia.

David olhou para ela.

— Fico.

Júlia abriu um sorriso na hora.

— Hahaha, eu sabia. Você é mole mesmo.

David soltou um riso de escárnio, tirou o casaco acolchoado e se jogou no sofá, largado.

— Tem alguma coisa pra comer?

— Não.

— O que você quer comer?

— Algo quente.

David pegou o celular com naturalidade e começou a pedir comida.

— Você passa pra mim.

— Não exagera, Júlia Ribeiro. Eu não sou sua babá.

Júlia não respondeu. Apenas sorriu para ele, deitou-se no sofá e deixou a perna machucada pendurada para fora, como se não se importasse nem um pouco. Começou a mexer no celular.

Era como se o próprio corpo não tivesse importância.

David não conseguia entender como alguém podia ser assim. Estava machucada e simplesmente ignorava?

Mesmo assim, ele não ia passar a pomada.

Além de não ser obrigação dele, aquele tipo de contato o deixaria constrangido, desconfortável.

Júlia até se virou de lado, procurando uma posição mais confortável, enquanto mexia no celular.

David decidiu ignorá-la e também ficou no celular. Depois de um tempo, lançou um olhar distraído. Júlia estava largada, o suéter frouxo, escorregando um pouco, deixando a clavícula à mostra.

Sem querer, David viu a marca de uma mordida na clavícula dela.

A pele de Júlia era muito clara. A marca estava nítida.

David congelou.

Tinha sido ele quem mordeu.

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