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Sim! Me Casei Com Irmão Do Ex romance Capítulo 965

Luana ouviu o tom malicioso dele.

— Não comi o suficiente.

— É mesmo? — Dante sorriu e continuou a alimentá-la com o café da manhã, pacientemente, até o prato nutritivo quase acabar.

— Agora exagerei. — Resmungou ela. — Tô mais cheia do que ontem à noite. Da próxima vez não vou deixar você ser tão tarado assim!

Dante, afinal o grande beneficiado, achou adorável vê-la irritada e cheia de advertências. Largou os talheres, passou a mão na bochecha dela, como quem toca um brinquedo precioso.

— Tá tudo bem agora?

— Cheia até não poder mais.

— Deixa que eu faço uma massagem.

— Nem pensa em aprontar. — Avisou ela, desconfiada.

— Vontade eu tenho, mas agora não.

— Jura? — Luana ficou surpresa.

— Tô guardando pra mais tarde. Assim dura mais. — Respondeu ele com seriedade.

Luana se jogou no colo dele, montando sobre sua cintura, invertendo as posições.

— Só uma vez à noite.

— Tá bom. — Dante respondeu sem hesitar.

— Hm... sei não. Acho que não acredito mais em você. — Luana ficou desconfiada.

Dante segurou a cintura dela para que se equilibrasse, e o gesto fez Luana lembrar imediatamente da loucura da noite anterior.

Dante, sempre o mais tranquilo, disse:

— Se não acredita, vai pelo que sentir. Se à noite estiver gostoso e quiser repetir, a gente repete.

Luana não ouvia uma desculpa tão bonita fazia tempo. Fez uma careta, encostou o rosto no peito dele, atiçou o fogo... e fugiu antes que pegasse.

Dante respirou fundo, apoiou uma das mãos atrás do corpo e sentou-se sem correr atrás dela.

Essa conta ficaria pra mais tarde.

À noite, eles não foram pra mansão, mas pra casa de Luana, o lugar mais familiar pros dois.

Depois de fazer amor, ela foi banhada por Dante na banheira, toda cheirosa e molezinha. Agora, enrolada num roupão largo, descansava sentada no sofá ao lado da cama, servindo quase como mascote, enquanto Dante se inclinava pra trocar os lençóis.

Luana olhou as manchas úmidas no tecido e cruzou o olhar com ele. Ao lembrar do que tinham acabado de fazer, ficou vermelha até as orelhas.

— Por quê? Vai fazer trinta anos.

Dante ficou por um segundo sem reação.

— Quem é que quer comemorar trinta anos? — Ele franziu a testa, com um ar genuíno de quem detestava o número.

Luana quase morreu de rir. O homem, com aquele físico impecável e zero aparência de idade, sofrendo de crise dos trinta.

Luana tentou consolá-lo:

— Ah, para com isso. Você só é cinco anos mais velho que eu. Tá ótimo, não reclamo da sua velhice.

A tentativa de consolo só fez com que ele decidisse de vez que não ia mais comemorar.

Ele nunca teve o costume de comemorar aniversários, não via motivo pra festa alguma. Por hábito, aquilo simplesmente não fazia sentido pra ele.

Mas havia outro motivo.

Dante segurou firme a mão dela.

— No seu aniversário, eu não estive presente. Por isso, não quero o meu.

Luana entendeu na hora, lembrou de Teodoro.

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