MONALISA
— Isto é tão divertido! - Eu soltei um grito animado que se perdeu no barulho da boate de qualquer maneira.
— Eu sei, né? - Irene riu, levantando um copo de cerveja aos lábios e bebendo metade do conteúdo.
— Mas você parece estar escondendo algo por trás desses sorrisos largos. Eles não parecem genuínos - ela apontou enquanto eu tomava um grande gole direto da garrafa.
— Escondendo algo? Claro que não -, eu balancei a cabeça e sorri ainda mais.
— Oh, você está, mas não quer compartilhar - Irene apontou e por um momento, o sorriso em meu rosto desapareceu completamente.
Eu estava realmente tentando esconder a dor em mim. O dia todo e não tinha recebido uma mensagem dele. Ele estava definitivamente entediado.
— Isso é sobre eu confessar meus sentimentos para você? - Irene perguntou e eu balancei a cabeça.
— De jeito nenhum. Longe disso.
— Então o que é? Problemas em casa? Ou… - ela estreitou os olhos para mim.
— Isso é sobre seu amigo com benefícios?- Ela perguntou e eu simplesmente não conseguia contar a verdade para ela.
— Estou bem. Sério mesmo - , eu disfarcei com um sorriso falso e dei outro gole na bebida, então me levantei.
— Não é balada se ficarmos paradas, então vamos dançar! - Eu gritei as palavras e Irene tirou o celular.
Por um segundo, ela parecia ocupada com o celular e então ela também se levantou.
— Eu já volto. Não se misture com a multidão selvagem do outro lado - ela disse.
— Para onde você vai? - Eu perguntei.
— Humm... Para o banheiro - ela respondeu, seus olhos um pouco estranhos, mas naquele momento, eu não estava muito preocupada com o olhar dela.
— Tudo bem.
Assisti a Irene abrir caminho pela multidão e desaparecer no meio deles. Assim que ela se foi, eu me joguei de volta em um assento, meu rosto caindo e os sorrisos falsos desaparecendo.
A música alta em minha cabeça não fez nada para me animar e eu simplesmente permaneci ali pelos próximos minutos. Mas depois de um minuto, me levantei e terminei o que restava na minha garrafa de cerveja.
Fazendo um pequeno giro com um passo vacilante, joguei meu cabelo para trás e entrei no meio daqueles que dançavam. Eu fiz o meu melhor para me perder na música alta e nos meus passos de dança, que estavam totalmente desorganizados, a propósito.
O álcool facilitou para eu entrar nisso e logo eu estava dançando, levantando as mãos e gritando de excitação, mas logo senti alguém passar por mim intencionalmente.
Eu ignorei, porém, e continuei festejando até sentir outra pessoa esbarrar em mim, com força. Eu recuei e olhei para o homem que acabara de esbarrar em mim.
— Não esbarre tão forte em mim assim.. Cuidado! - falei e ele me encarou com um olhar perigoso nos olhos, mas eu, bêbada, não me importava com a aura perigosa que o cercava.
— Não seja tão… - eu senti alguém me puxar de volta pelo braço. Com um tropeço, caí de volta nos braços da pessoa que me puxou de volta e quase instantaneamente, o perfume me atingiu. Era ele! Lucius Devine. Ergui meus olhos turvos e o vi, reconhecendo seu rosto.
Ele tinha um olhar frio e duro enquanto encarava o homem que havia esbarrado em mim antes.
— Desculpe - ele gaguejou e estava prestes a sair quando dois homens o agarraram, cada um segurou sua mão e o puxaram para longe.
— Levem-no embora. Mantenham-no vivo - ouvi Lucius dizer.
Assim que o idiota que havia esbarrado em mim foi levado embora, me soltei do aperto de Lucius. Por que ele estava ali agora? Ou era outra pessoa e minha mente estava apenas confusa com álcool para reconhecê-lo?

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Sim, papai