LUCIUS DEVINE
— Onde ela está? — Perguntei, mirando no homem ao lado de Sandro.
Sandro apenas sorriu para mim.
— Vá em frente. Continue matando. Seu eu, sedento de sangue adora tanto isso
— Onde diabos está Lisa, seu bastardo?!
— Você foi rápido, mas este lugar tem pelo menos cem quartos e sua querida Lisa está em um desses quartos. Ela tem uma fita em volta da boca para que não possa gritar por sua ajuda. Agora, você tem que encontrar em qual quarto ela está e sair daqui, porque este lugar vai desabar em três minutos. — os olhos de Sandro brilharam enquanto ele sorria.
— Você tem apenas três minutos
— Seu desgraçado! — Eu xinguei, avançando para ele por um segundo, mas sabia que não era isso que eu tinha que fazer no momento.
Lisa. Eu tinha que encontrá-la e tinha que resgatá-la deste lugar o mais rápido possível.
Empurrando-o com a arma ainda em minha mão, gritei o nome dela.
— Lisa!
— Cada um de vocês, procurem nos quartos! — Eu ordenei com raiva.
— Sim, chefe — encheu o lugar por um tempo antes de todos se afastarem, por ela.
Nunca odiei tanto um prédio de muitos quartos em toda a minha vida. Corri, empurrando cada porta que conseguia, para encontrar os cômodos vazios.
— Lisa!! — Eu chamei novamente, esperando que de alguma forma ela conseguisse tirar a fita da boca e me dizer onde ela estava.
Subindo as escadas, corri para o próximo andar e finalmente encontrei um quarto que estava trancada.
Eu não tinha muito tempo. Os elevadores deste prédio não estavam funcionando. Eu tinha que encontrar Lisa, eu não poderia perder tempo.
— Lisa! — Eu chamei na porta e ouvi o barulho de movimentação.
Uma bala na maçaneta e um chute foi o suficiente para derrubar a porta. Eu irrompi no quarto e encontrei Lisa lutando com Irene. Uma fita estava bruscamente em sua boca, mas suas pernas e mãos estavam desamarradas.
Irene parecia estar tentando manter Lisa quieta.
Maldita Irene! Eu deveria ter me livrado dela de qualquer maneira.
Sem contemplar, atirei nela, mas errei tentando não ferir Lisa, a quem ela estava segurando perto de si.
Com raiva, fúria e urgência em minhas veias, estava prestes a atirar novamente quando Lisa gritou.
— Não!!
— Não faça isso, por favor! — Ela gritou. Eu deveria tê-la ouvido, deveria ter ouvido meu cupcake e fazer apenas o que ela permitisse, mas isso era uma questão de segurança e quando se tratava de sua segurança, eu estava disposto a fazer coisas que ela não queria que eu fizesse.
O próximo tiro que disparei foi direto no lado de Irene e com um gemido doloroso, ela soltou Lisa e caiu no chão.
— Irene! — Lisa gritou e se agachou para olhar Irene, mas não deixei.
Não tínhamos tanto tempo para perder. Eu a agarrei, a jogando sobre meus ombros e correndo para fora do quarto.
— Me solte! Me deixe ir! — Ela gritou, dando socos em minhas costas, mas eu não conseguia sentir.

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