— Bem melhor. O médico disse que receberei alta em poucos dias — disse Hera, levando a mão ao pé da barriga e o acariciando suavemente.
Jessica emitiu um som de concordância e não disse mais nada.
— Mãe, quando é que o Norberto e a Tereza vão assinar os papéis do divórcio? — perguntou Hera hesitante, pois era a primeira vez que via Jessica tão calada e com uma expressão extremamente severa.
Os dedos de Jessica, que seguravam a bolsa, se apertaram bruscamente. Ela olhou para Hera com um brilho complexo nos olhos; não havia raiva, mas sim uma profunda decepção e um ar de quem a avaliava.
— Por que o interesse nisso? — indagou Jessica, desviando o olhar para as próprias mãos.
— Só por curiosidade. A Tereza é terrível mesmo, não é? Decide separar do nada, sem deixar margem para conversa. Mãe, o que a senhora acha do divórcio deles? — comentou Hera com uma risada forçada, fingindo casualidade.
— É claro que eu não queria que eles se separassem. Tereza é uma nora exemplar: competente, voltada para a família, respeitosa com os mais velhos... e não tem o costume de andar com amizades questionáveis nem de levar uma vida desregrada — pontuou Jessica, com o semblante sombrio.
Hera ficou paralisada. Desde quando a sogra tinha a Tereza em tão alta conta?
— Mãe, parece que a sua opinião sobre a Tereza mudou. Lembro que, no passado, a senhora dizia que ela não respeitava os mais velhos — disse ela, engolindo seco e abrindo um sorriso amarelo.
— Isso foi no passado, eu a julguei mal. Avaliando melhor agora, ela realmente é uma mulher excelente. Quando a comparo com as noras das minhas amigas, vejo que o caráter e a capacidade da Tereza são impecáveis. A essa altura, eu sou totalmente contra esse divórcio — declarou Jessica, deixando sua posição bem clara.
Hera sentiu como se tivesse levado um soco no estômago e ficou encarando Jessica, completamente atônita.

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