Se sim, ela faria questão de preparar em segredo muitos dos lanches favoritos para que a menina não precisasse acordar à noite e comer escondida.
Bella comeu bastante, jogou as embalagens no lixo e, com suas perninhas curtas e a luz do relógio de pulso, olhou em volta e subiu as escadas furtivamente.
Alice franziu a testa.
Do que ela tinha medo?
Medo de ser pega na casa dos outros ou medo de ser pega por Vivian roubando comida?
Alice achava que era a segunda opção.
Talvez Vivian apenas controlasse a criança e não a deixasse comer doces.
Alice não planejava cozinhar em casa. Ela programou o alarme para meia hora mais tarde, mas ainda assim acordou mais cedo e sentou-se no sofá para mexer no celular.
Uma mensagem de Enzo surgiu na tela.
[Saia, estou na porta do quarto do Theo.]
Ele já acordou?
Alice não queria sair, mas, com medo de que ele batesse na porta e acordasse Theo, ela saiu.
Enzo estava com os olhos injetados e sem camisa. Ao vê-la, pegou-a no colo na mesma hora.
Alice bateu no peito dele e falou baixo: — O que está fazendo?
Ela já havia sido carregada para o quarto principal.
Enzo a jogou na cama, ficou por cima dela e mordeu a sua clavícula.
— Ai!
Alice soltou um som de dor. — Enzo, você está doente?
Ela ainda não tinha trocado de roupa. Estava usando a mesma camisola de seda da noite anterior.
A mão do homem entrou na roupa dela...
Alice o segurou.
— Enzo, eu disse que não quero!
— Você disse que não queria ontem à noite, não hoje.
Os beijos dele começaram a chover nela.
Alice se desesperou e começou a dar socos e chutes. As suas unhas arranharam as costas de Enzo.
Ele a beijou e disse com a voz rouca: — Ainda nem começou. Por que essa reação toda?
Alice: "..."
Ele não via que ela estava resistindo?
Alice cerrou os dentes. — Hoje também não quero!


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