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Sr. Franco, Já Divorciados! Não Me Enrole! romance Capítulo 1

"Luna, o funeral vai começar já, o Sérgio ainda não apareceu?"

Luna Fonseca, vestida de preto, ajoelhava-se diante do altar improvisado para a mãe. A luz das velas iluminava seu rosto pálido e delicado.

Ela baixou os olhos para o celular quase sem bateria: o telefone de Sérgio Franco continuava sem resposta.

Depois da morte da mãe, Luna, grávida de sete meses, velou o corpo por sete dias. Em três anos de casamento, seu marido não apareceu nem uma vez.

Sérgio estava sempre muito ocupado com o trabalho, e Luna sempre compreendeu isso.

Ela tentava convencer a si mesma de que Sérgio devia estar atolado de serviço.

"Ele deve estar ocupado, não vai conseguir vir."

As lágrimas ainda marcavam o rosto de Luna. Ela esperou até a última vela se consumir completamente, apoiou-se com dificuldade para levantar seu corpo pesado pela gravidez, e disse com a voz já rouca e entrecortada: "Vamos começar o funeral."

Ao lado, sua tia, Teresa Correia, comentou de maneira sarcástica: "Luna, será possível que o Diretor Franco esteja tão ocupado assim? Sete dias e nem deu as caras. Parece que ele realmente não se importa com sua mãe."

A prima, Gabriela Fonseca, soltou uma risada irônica. "Mãe, você se enganou. O Diretor Franco não é só indiferente com a tia, ele também não liga para a própria esposa, e olha só, nem para o bebê que ela carrega."

As vozes repletas de escárnio soavam cortantes. O peito de Luna se apertava de amargura, mas ela ainda tentava se convencer de que, depois do casamento, Sérgio sempre fora um marido correto. Ele não teria evitado vir de propósito, devia estar mesmo preso ao trabalho.

Mas, justo quando tentou se convencer disso, a realidade lhe deu um tapa doloroso.

Gabriela olhou para o celular e exclamou surpresa: "Olha só, não é o Diretor Franco? Ele está até nos trending topics!"

Gabriela fez questão de mostrar o celular para Luna.

Luna baixou os olhos: era um vídeo em alta, publicado naquela manhã, gravado na noite anterior.

O título dizia: Grupo Franco — Diretor Franco reserva casa de eventos para celebrar aniversário de sua amada Srta. Hana.

No vídeo, sob o céu noturno, fogos de artifício brilhavam e explodiam lindamente. O homem, elegante e imponente, sentava-se em uma cadeira, os olhos profundos fitando a jovem ao lado. Ela apontava para os fogos, sorrindo com um brilho ainda mais intenso do que o espetáculo.

Os fogos resplandeciam, mas Luna não conseguia desviar o olhar das costas do homem.

Era uma silhueta inconfundível: bastou um olhar para perceber que o homem no vídeo era seu marido, Sérgio.

Durante esses três anos, Luna sabia que não era amada. Por isso, jamais ousou incomodar Sérgio com seus problemas, nem pedir nada.

Sérgio era frio, um homem incapaz de gestos românticos, alguém cuja vida se resumia ao trabalho — nunca celebrava datas especiais.

Só naquele dia Luna percebeu que Sérgio não era incapaz de ser romântico; ele só não queria ser romântico com ela.

Com aquele espetáculo de fogos, Sérgio fez de Luna o maior alvo de chacota.

Luna mordeu os lábios, lutando para reprimir a dor, desviou o olhar do celular, querendo parecer menos ridícula.

Ainda precisava cuidar do funeral da mãe, não podia fraquejar.

Forçando-se, Luna se abaixou para pegar o quadro da mãe e, ignorando os olhares de deboche, saiu da sala.

Luna ainda se lembrava que, antes de morrer, sua mãe queria ver Sérgio mais uma vez.

Naquela época, Luna também ligou muitas vezes para ele, sem resposta. Talvez, naquela ocasião, ele também estivesse ao lado de Hana Roma.

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