Tamires disse repentinamente:
— Irmão, vamos sair do país, por favor? O Grupo Godoy declarou falência, e então nossa família vai embora, e nunca mais voltamos.
Dedé a olhou com um semblante surpreso e perguntou:
— Tamires, o que você está dizendo? A batalha mal começou, e você já quer que eu desista?
O tom de Tamires foi quase um apelo:
— Não vamos mais lutar, por favor. Papai não tem mais jeito, eu não quero que você se machuque também!
— Não! — Dedé respondeu pela primeira vez com uma voz fria e autoritária. — O assunto da família Godoy é comigo. Você continue fazendo o seu papel de filha mimada. Papai assumiu toda a culpa para me proteger. Nessa hora, como posso ser um covarde?
Tamires, desesperada e sufocada, começou a chorar:
— Mas Manuel já não me quer mais. Ele sempre me enganou. Irmão, agora só tenho você e Durval. Eu só quero ficar bem com vocês.
Um semblante de surpresa atravessou o rosto de Dedé, mas logo ele entendeu.
Com uma expressão sombria, Dedé perguntou:
— Manuel está com a Rosana?
O coração de Tamires se apertou, e ela confirmou com a cabeça, dizendo:
— Talvez, eles nunca tenham se separado. Eu fui a tola, não ouvi você nem papai quando vocês me avisaram.
Após suas palavras, Dedé fechou os olhos com força, franzindo a testa, perdido em seus pensamentos.
Quando Tamires soube que Dedé não queria desistir, a luz nos olhos dela se apagou completamente.
Tamires se levantou do sofá, se apoiando nas mãos, e, com um olhar vazio, subiu para o andar de cima.
...
Três dias depois, Dedé vendeu 70% dos ativos fixos e das ações do Grupo Godoy, o que conseguiu, com dificuldade, manter a empresa longe da falência.
Ainda assim, Dedé fez questão de divulgar para o público que a crise econômica do Grupo Godoy estava completamente resolvida, e a empresa havia retornado ao funcionamento normal. Além disso, distribuiu bônus generosos aos funcionários de níveis médio e alto, a fim de apaziguar os ânimos.
— Desculpe, Rosana! Eu ia te avisar, mas o Sr. Dedé insistiu em vir direto falar com você.
— Tudo bem, já entendi. Pode sair agora.
Rosana pensou consigo mesma que, sendo no escritório e com tantos colegas lá fora, Dedé, por mais que a odiasse, provavelmente não teria coragem de fazer algo demais.
Assim, Isabelly saiu e a sala ficou apenas com Dedé e Rosana.
— Sr. Dedé, quanto tempo... — Rosana disse, com os olhos frios e a voz carregada de sarcasmo.
Dedé deu uma risada amarga, cerrando os dentes, e respondeu:
— No final das contas, fui eu quem te dei crédito demais! Rosa, você não percebe? Eu estive completamente apaixonado por você, me entreguei de corpo e alma. Se você realmente tivesse sentido isso, como pôde ter coragem de me trair? Como pôde, junto com o Manuel, me humilhar dessa maneira?
Rosana, sem demonstrar qualquer emoção, respondeu:
— Dedé, você sabe o que é amar alguém de verdade? Você não merece amar ninguém, e ainda menos merece receber o amor de alguém. Só se, antes, conseguir pagar pelas maldades que fez nesta vida!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Sr. Joaquim, a sua esposa é a mulher daquela noite!
Quando vão liberar os demais capítulos sem precisar pagar??? Já faz mais de 30 dias...
Capítulos liberados até 1403, depois pede pagtos....
Nossa que história chata horrível como se escreve uma mulher tão burra aff...