Joaquim já não via Domingos havia muito tempo, e assim que o avistou, imediatamente o pegou nos braços. Adriano ergueu a cabecinha, olhando com inveja para o pai, que abraçava outra criança.
Domingos então se lembrou de Adriano e o apresentou:
— Papai, este é meu colega. Ele é seu fã e também te admira muito!
Só nesse momento o olhar de Joaquim se dirigiu a Adriano. No entanto, seus olhos não demonstravam calor algum, pois, desde que Domingos começou a frequentar a escola, muitos pais tentavam se aproximar da família Camargo por meio de seus filhos. Joaquim até pensou consigo: "Será que esse colega também foi instruído pela família, com o objetivo de se aproximar do meu filho?"
Adriano, ao perceber a ausência de emoção no rosto de Joaquim, sentiu seu coração esfriar. No entanto, não deixou isso transparecer e, sorrindo, disse:
— Tio Joaquim, olá! Eu sou um grande amigo do Domingos. Tio Joaquim, você é realmente muito bonito! O Domingos sempre fala de você para a gente.
Com poucas palavras e uma voz infantil, Adriano logo conquistou a simpatia de Joaquim. Talvez fosse algo natural por causa do laço de sangue ou, quem sabe, a inocência de uma criança tão jovem, mas Joaquim sentiu que o preconceito que tinha momentos antes simplesmente desapareceu.
Ele colocou o filho no chão e passou a observar Adriano com mais atenção. De forma inexplicável, Joaquim achava que o menino lhe parecia um tanto familiar. No entanto, essa sensação desapareceu rapidamente.
Joaquim acariciou a cabeça de Adriano e perguntou:
— E seus pais? Eles vieram te buscar?
Adriano, subitamente, abaixou a cabeça, fingindo estar triste, e respondeu:
— Meus pais estão sempre ocupados com o trabalho, eles nunca estão em casa. Eu vou voltar para casa sozinho daqui a pouco.
— Você vai para casa sozinho? — Joaquim olhou para o céu que já começava a escurecer e não pôde evitar pensar: "Que tipo de pais deixam uma criança voltar sozinha para casa?"
— Você tem uma irmã?
Afinal, Adriano havia mencionado que estava sozinho em casa e não havia mencionado nada sobre uma irmã. No entanto, Adriano foi ainda mais rápido em sua resposta, mantendo a calma:
— Ah, é minha prima. Ela não mora na minha casa. Tio, se não der para me levar, eu posso ir para casa sozinho. Desculpa por incomodar vocês.
Dizendo isso, Adriano colocou a mochilinha nas costas e, com um ar de tristeza, começou a caminhar na direção oposta.
De alguma forma, o coração de Joaquim amoleceu repentinamente. Sem pensar muito, ele foi até o garoto e disse:
— Espere. Tudo bem, eu te levo para casa. Mas antes, você precisa ligar para os seus pais e avisar sobre isso, está bem?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Sr. Joaquim, a sua esposa é a mulher daquela noite!
Quando vão liberar os demais capítulos sem precisar pagar??? Já faz mais de 30 dias...
Capítulos liberados até 1403, depois pede pagtos....
Nossa que história chata horrível como se escreve uma mulher tão burra aff...