Joaquim sentia uma enorme satisfação. Dizem que as filhas são o aconchego dos pais, e parecia que essa frase não poderia ser mais verdadeira.
Ele desejava que momentos como aquele parassem no tempo, que aquela sensação durasse para sempre. Porém, infelizmente, o tempo nunca parava por causa do apego de alguém.
Assim como agora, quando chegou a hora de levar as crianças para a escola. Joaquim e Natacha acompanharam os dois filhos até o portão. No caminho, Otília, cheia de alegria, disse:
— Papai, você pode nos buscar depois da escola? E então, a gente vai buscar a mamãe no trabalho de novo, igual ontem, tá bom?
Joaquim ficou levemente surpreso e trocou um olhar com Natacha. Afinal, na noite anterior, ele já havia concordado em devolver as crianças para ela. Joaquim sabia que Natacha não queria que os filhos fossem à Antiga Mansão da família Camargo.
Ao ver o olhar ansioso de Otília, uma leve dor surgiu no coração de Joaquim. Mas, para não decepcioná-la, ele fingiu que nada tinha acontecido e respondeu:
— Está bem. Mas você tem que se comportar direitinho na aula, combinado?
— Combinado!
Quando chegaram à escola, Otília deu um abraço apertado em Joaquim e um beijo rápido antes de pegar a mão de Adriano e entrarem juntos no prédio.
Assim que as crianças desceram do carro, a atmosfera ficou tensa e carregada de silêncio.
Natacha se preparava para sair do carro quando Joaquim a chamou:
— Eu te levo até o hospital. De qualquer forma, vou passar por lá no caminho para a empresa.
— Não precisa, eu vou de carro sozinha. — Natacha respondeu, prestes a sair do carro, mas foi impedida por Joaquim, que segurou sua mão.
Os olhos escuros de Joaquim revelavam uma mistura de contenção e frustração quando ele falou:
— Você não quer que eu te leve por medo de Gabriel me ver? Natacha, eu posso devolver as crianças para você, mas continuo sendo o pai delas. E eu não vou permitir que você se case com esse homem levando nossos filhos junto.
Natacha, ao ver Joaquim novamente demonstrando seu lado possessivo e autoritário, sentiu uma ponta de medo, mas a raiva tomou conta dela. Furiosa, ela respondeu:
— Joaquim, nós não temos mais nada um com o outro! Meu casamento e meu futuro não são da sua conta! Me diz, em que parte da lei está escrito que, após o divórcio, a mulher não pode se casar de novo levando os filhos?
Joaquim respirou fundo, aproximando lentamente seu rosto sério do de Natacha. Com os dentes cerrados, murmurou em tom baixo:
— Então tenta, só para ver o que acontece! Se você ousar se casar com outro homem, eu vou lutar pela guarda das crianças. A condição para o que eu aceitei ontem é que você não pode levar meus filhos para se casar com mais ninguém!
Felizmente, o procedimento cirúrgico do paciente não era algo que apenas Gabriel soubesse fazer, e o plano cirúrgico já havia sido devidamente registrado por ele nos arquivos médicos.
Assim, Natacha foi para a sala de cirurgia no lugar de Gabriel, e a operação durou até o início da tarde. Quando finalmente retornou ao seu departamento, ela soltou um suspiro de cansaço.
Já estava na hora de buscar as crianças. Desta vez, Natacha não permitiria que Otília e Adriano voltassem com Joaquim.
Ela rapidamente tirou o jaleco e se preparou para sair rumo ao Colégio Kim Sung.
Assim que chegou à entrada do hospital, uma voz furiosa a fez parar de repente:
— Natacha, pare aí!
Assustada, Natacha se virou e viu que era Lorena.
Lorena, geralmente tão animada e extrovertida, sempre foi uma pessoa calorosa com Natacha por conta da pouca diferença de idade entre elas. No entanto, a expressão dela naquele momento era algo que Natacha nunca havia visto antes.
— Lorena, o que você está fazendo aqui? E o seu irmão? Ele não apareceu no hospital o dia todo. Aconteceu alguma coisa?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Sr. Joaquim, a sua esposa é a mulher daquela noite!
Quando vão liberar os demais capítulos sem precisar pagar??? Já faz mais de 30 dias...
Capítulos liberados até 1403, depois pede pagtos....
Nossa que história chata horrível como se escreve uma mulher tão burra aff...