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Três Anos de Casamento Frio: Quando Pedi o Divórcio, Foi Você Quem Desabou romance Capítulo 4

Eles se encararam no escuro.

Apesar da pouca luz no quarto, ainda conseguiam ver os traços um do outro perfeitamente.-

Aquele homem era, sem a menor dúvida, espetacular.

Com uma estrutura óssea perfeita e traços impecáveis, sua aura aristocrática era como uma lua brilhante no meio do outono.

Exalava um esplendor avassalador.

Isabel encarou aquele rosto hipnotizante e xingou a si mesma por ser tão fraca.

Como é que se deixou cegar por uma casca bonita, afundando a própria vida por tantos anos?

No passado, Isabel já estaria acostumada com aquele tipo de atitude arrogante.

Mas, naquela noite, ela não estava disposta a aturar nada.

Os lábios vermelhos se curvaram ligeiramente, e a voz dela soou com um tom de riso debochado.

— Antes, eu até que gostava. Mas agora perdi o interesse. Tenho medo de pegar uma doença.

O olhar denso de Sérgio pousou no rosto deslumbrante dela.

Ele ficou paralisado por um momento.

Em seguida, o canto de sua boca se ergueu de leve, em um sorriso que não parecia um sorriso.

— Dou uma chance e você se faz de difícil. — Enquanto falava, um toque de sarcasmo tomou conta do seu semblante. — Fala logo. O que você quer dessa vez?

Isabel pensou com seus botões: pelo visto, o humor dele estava ótimo.

Se não, depois de ser mordido, ele não estaria oferecendo favores em vez de dar um ataque de fúria.

No passado, quando a família Ribeiro precisava de ajuda, ela só ousava pedir depois que ele estava plenamente satisfeito na cama.

E, mesmo no ápice do prazer, ele apenas assentia de forma fria e indiferente.

Ao ouvir o tom zombeteiro dele agora, o sangue de Isabel ferveu de raiva.

Sem pensar duas vezes, usou as mãos e os pés para chutá-lo para fora de cima dela com violência.

Sérgio claramente não esperava por aquilo.

Ele caiu de bruços no chão.

Levantou a cabeça, com uma expressão sombria, para encarar a mulher que já estava puxando as cobertas.

— Criou coragem, Isabel Ribeiro.

Ela sorriu com cinismo.

— Não se compara a você, Diretor Serra. Um verdadeiro equilibrista, que dá conta da esposa e da amante sem suar a camisa.

Sérgio ficou encarando-a por dois segundos.

Então, ele se levantou do chão de um salto.

Seus olhos estavam gelados.

Se não fosse pela educação impecável enraizada em seus ossos, que o impedia de bater em mulheres...

Isabel teve certeza de que ele teria lhe dado um tapa na cara ali mesmo.

— Deixe de indiretas. Não tem nada a ver com o que você está pensando.

O rosto de Isabel não demonstrou a menor reação.

Mas suas mãos, escondidas debaixo das cobertas, agarravam os lençóis com força.

O filho já o chamava de pai e "não tinha nada a ver"?

Típico discurso de canalha.

Ela sorriu, calmamente.

— E o que é que eu estou pensando? O Diretor Serra poderia ser um pouco mais claro.

— Que tédio!

Sérgio não tinha paciência para discutir com ela.

O chute cortara todo o seu clima.

Ele virou as costas e marchou em direção ao quarto de hóspedes.

Para ele, dar explicações era algo entediante, desnecessário.

Essa sempre foi a postura típica de Sérgio Serra.

Isabel ficou olhando fixamente para a cortina do quarto.

Capítulo 4 1

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