— Rafael, não precisamos ouvir mais nada. Se você não devesse, não teria ido atrás da Helena.
O Sr. Salvador o encarava de cima a baixo, os olhos cheios de repulsa e decepção.
— Você passou por aquele inferno com a Helena, mas bastou uma palavra nossa para você duvidar dela novamente e ir cobrar satisfações. No fundo, você nunca confiou nela, então não há mais nada a ser dito aqui!
O Sr. Sebastião concordou silenciosamente com cada palavra.
— Exato. Apenas resolva essa bagunça na internet o mais rápido possível. Não deixe o assunto rendendo. Se você não tem vergonha na cara, nós da família Soares temos.
O Sr. Ricardo também não poupou palavras:
— O escândalo anterior pode até não ter tido o seu envolvimento. Mas até que a verdade apareça, continuaremos mandando alguém te vigiar vinte e quatro horas por dia.
Ele se levantou, fixando um olhar sombrio em Rafael, e decretou:
— Como você mesmo prometeu: fique na mansão. Você está proibido de colocar os pés para fora daqui e estritamente proibido de procurar a Helena Gomes de novo. Entendeu bem?!
Se ele não tivesse inventado de ir atrás da Helena, a família não estaria no meio desse furacão.
Eles realmente não conseguiam entender o que se passava na cabeça dele. Era de uma estupidez sem limites.
Sem estômago para continuar ali, os três anciãos viraram as costas, com feições sombrias, e deixaram a sala de estar.
A enorme sala ficou imersa em silêncio. Rafael estava completamente sozinho.
Sentado na poltrona, ele soltou um suspiro pesado e frustrado. Levou os dedos às têmporas latejantes, massageando-as na tentativa de clarear a mente. Ele estava à beira de um colapso; seu cérebro parecia ter parado de funcionar.

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