Amelia sentia o coração de Mason bater mais rápido e mais pesado do que antes. Os segundos se arrastavam, a ponto de parecer que ele nem responderia.
Então Mason finalmente se moveu.
Os braços dele se fecharam ao redor dela outra vez, desta vez com uma força surpreendente, como se quisesse puxá-la para dentro de si, fundi-la completamente ao próprio corpo.
E então, bem ao lado da orelha dela, ele soltou uma única frase, baixa:
“Tá bom.”
Mas, antes que ela pudesse sequer suspirar aliviada, a voz dele voltou, arrastada, quase como um elogio:
“Amelia, você realmente esperta”, disse, estreitando os olhos.
Ela nem sabia quanto tempo ficaram assim. Só quando o último vestígio de som do lado de fora desapareceu, ela criou coragem para empurrar a porta do guarda-roupa.
O som suave pareceu alto demais no quarto vazio.
A luz invadiu o espaço, levando embora a escuridão, e, com ela, aquela sensação sufocante e perigosa que os envolvia.
Amelia praticamente se soltou dos braços de Mason, saindo às pressas. Quando os pés tocaram o chão, suas pernas quase cederam. Ela se apoiou na porta do armário, puxando o ar com força, tentando acalmar seu coração que parecia prestes a sair pela boca.
Aquela proximidade intensa ainda queimava seus sentidos, o calor dele, e sua respiração.
E havia algo pior.
As manchas de lama nas roupas de Mason, tinham passado para seu vestido claro durante o aperto dentro do armário.
Agora, estavam visíveis.
Aquelas marcas pareciam íntimas demais. Como um registro silencioso do segredo que tinham acabado de dividir.
Aos poucos, o coração de Amelia foi desacelerando, embora seu corpo ainda guardasse a fraqueza de ter sido presa tão firmemente.
Ela ergueu o olhar e viu Mason saindo do armário também.
Ele se recompôs quase instantaneamente. Não havia traço algum de desordem em seu rosto. Parecia tão controlado quanto sempre, como se o homem que a encurralou no escuro minutos antes nunca tivesse existido.
Com naturalidade, ajeitou a gola da camisa levemente amassada. Sob a luz do quarto, seus olhos pareciam ainda mais escuros, indecifráveis.
Amelia fechou os dedos contra a palma, obrigando-se a encará-lo.
“Você… Lembra do que acabou de me prometer.”
Mason não respondeu na hora.
Ele deu um passo à frente, inclinando-se levemente.
“Amelia, essa é a segunda vez que você me esconde. Não haverá uma terceira”, disse, em um sussurro.
Ela travou.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Um Casamento Sem Toque, Uma Despedida Sem Lágrimas
O livro é bom, mas na página 109 não atualiza mais, o que está acontecendo? Alguém pode ajeitar por favor....