Por um instante, o tempo pareceu parar.
O sangue brotou da testa de Hannah no mesmo instante. Sem forças, o corpo cedeu e ela caiu no chão, desacordada.
“Meu Deus!”
Francesca ficou apavorada com o que tinha acabado de acontecer. Seu rosto ficou pálido enquanto ela recuava, cambaleando.
“Isso não tem nada a ver comigo! Ela que fez isso sozinha! A louca é ela!”, gritou, em pânico, falando coisas sem sentido por medo de que algo grave tivesse acontecido. Ela puxou o parente ao lado, que também estava paralisado, e os dois saíram correndo do quarto.
Fiona foi a primeira a reagir. Correu até a cama e apertou o botão de emergência.
Grace ficou completamente em choque. Olhava para Hannah caída no chão, imóvel, e para o sangue espalhado pelo piso. Ela demorou para conseguir dizer qualquer coisa.
Médicos e enfermeiros entraram às pressas com um carrinho de emergência, se movendo com rapidez e precisão. Em poucos segundos, colocaram Hannah na maca e a levaram direto para a sala de emergência.
No meio da confusão, Isla, que tinha ficado o tempo todo escondida em um canto, se aproximou devagar de Grace.
As bochechas da garotinha estavam molhadas de lágrimas, seus olhos estavam inchados e vermelhos. Ela segurou a manga de Grace com a mão trêmula.
“Minha mãe já está sofrendo tanto… Por favor, não faz a gente ir embora de novo, tá?”
O coração de Grace amoleceu no instante em que sentiu o puxão.
Bastou olhar para o rostinho indefeso e corajoso de Isla para que a irritação que sentia desse lugar à culpa.
Ela suspirou e disse, com menos dureza do que antes:
“Eu… Só pedi que saíssem da casa do Ethan. Nunca disse que não ajudaria. Se não tivéssemos chegado a tempo, sua avó já teria te levado!”
Fiona olhou para os olhos grandes e inocentes de Isla e ficou dividida.
Ela era só uma criança. Mas não disse nada. Apenas fez um gesto para que Grace se acalmasse e não discutisse com alguém que já tinha se assustado tanto naquele dia.
Cerca de meia hora depois, a porta da emergência finalmente se abriu.
“A paciente está bem. Já tratamos o ferimento na testa. É apenas superficial, não houve dano no crânio nem sinais de concussão. Ela deve acordar em breve após um período de observação.”
Grace soltou um longo suspiro e levou a mão ao peito.
“Graças a Deus… Ainda bem que ela está bem.”
Mas o olhar de Fiona escureceu levemente.
Grace e Fiona acompanharam a enfermeira enquanto Hannah era levada de volta ao quarto.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Um Casamento Sem Toque, Uma Despedida Sem Lágrimas
O livro é bom, mas na página 109 não atualiza mais, o que está acontecendo? Alguém pode ajeitar por favor....