As mãos de Amelia estavam suadas de nervosismo. Ela concentrou toda a atenção em manter o corpo imóvel. Por isso, não percebeu que o homem, que deveria estar dormindo, tinha um leve sorriso nos lábios enquanto repousava a cabeça perto de seu ombro.
Durante as próximas duas horas de viagem, Amelia permaneceu naquela posição próxima, porém desconfortável, tornando-se o travesseiro humano de Mason por todo o trajeto.
Só quando o carro deslizou até a casa e parou devagar, o peso sobre seu ombro finalmente se afastou.
— Chegamos. — Mason sentou-se ereto. Sua voz ainda era baixa e rouca de sono, com um toque de charme.
Ele esfregou a testa como se tivesse acabado de acordar, depois abriu a porta do carro com naturalidade.
O ombro de Amelia estava dolorido e dormente. Ela abaixou a cabeça, sem encontrar palavras, e saiu apressada do carro.
Eles mal tinham entrado na sala de estar — um lugar familiar, mas ao mesmo tempo estranho — quando o telefone de Amelia começou a tocar.
Era Ethan.
Ela franziu a testa sem pensar, mas atendeu mesmo assim.
— Amelia! Onde você está agora? A vovó soube que você se machucou e está insistindo em ir vê-la imediatamente.
Ethan tinha voltado.
E estava sendo discreto. Sabia que, se aparecesse sozinho, Amelia provavelmente fecharia a porta na cara dele. Então trouxe a única pessoa capaz de amolecer o coração dela — Fiona.
Amelia apertou o telefone com tanta força que seus dedos ficaram pálidos. Por um instante, não soube como responder.
Sem querer, olhou para Mason, que estava não muito longe.
Pelo tom de voz e pela expressão dela, Mason logo entendeu quem estava ligando.
Ele encontrou o olhar preocupado de Amelia e fez um leve aceno de cabeça.
Só depois de receber essa aprovação silenciosa, Amelia respirou fundo e, relutante, passou o endereço para Ethan.
Ao encerrar a ligação, ela ficou parada, ainda segurando o telefone, sem saber o que fazer.
Foi então que Mason falou, com voz calma e firme:
— Você não precisa se preocupar tanto. — Seus olhos permaneceram nela. — Não importa o que você faça agora, está completamente certa.
Essas palavras eram algo que ela não sentia há muito tempo.
Quando vivia com os Rowes, sempre tomava cuidado, tentando agradar a todos, com medo de não ser boa o suficiente ou de cometer algum erro.
Ver o apoio claro e constante nos olhos de Mason fez seu nariz arder de emoção.
— Vou me trocar — disse Mason, casualmente, enquanto subia para o quarto.
Amelia pensou que, assim que ele terminasse de ajudá-la, voltaria ao trabalho no escritório.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Um Casamento Sem Toque, Uma Despedida Sem Lágrimas
O livro é bom, mas na página 109 não atualiza mais, o que está acontecendo? Alguém pode ajeitar por favor....