Ethan ficou paralisado por um instante.
Na verdade, ele já havia considerado essa possibilidade antes.
Quando Amelia chamou a polícia com tanta firmeza, uma dúvida breve passou por sua mente.
Mas a investigação policial esclareceu tudo.
Tudo o que ele queria era manter a paz.
Só desejava deixar toda aquela confusão para trás e voltar à normalidade.
— Vovó, não pense demais — Ethan tentou encerrar o assunto tenso rapidamente. — Foi só a Elodie causando problemas, e a polícia já encerrou o caso. Hannah e a filha dela são completamente inocentes. Amelia ainda está machucada, é claro que está abalada. Ela está brava comigo, e isso é normal.
Ele suavizou o tom, mostrando um rosto sincero e arrependido. — Não se preocupe. Assim que as coisas se acalmarem no trabalho, vou até lá todos os dias. Vou cozinhar, me desculpar, fazer o que for preciso até ela se acalmar e concordar em voltar comigo.
Seu pedido de desculpas parecia genuíno o suficiente.
Mas a preocupação pesada de Fiona não se dissipou nem um pouco. Na verdade, o clima ficou ainda mais tenso.
Ela olhou para Ethan com olhos cheios de uma decepção silenciosa.
O carro seguia suavemente em direção à propriedade Rowe, nos arredores da cidade.
Quando estavam prestes a chegar ao cruzamento, Fiona falou de repente.
Ela disse ao motorista no banco da frente:
— Não vamos para a propriedade Rowe. Leve-nos para a casa de Ethan.
Ethan ficou um pouco surpreso.
— Vovó, não vai para casa descansar? Já está tão tarde...
Fiona respondeu com calma:
— Quero ver como estão Hannah e a filha dela. Já que são inocentes, é meu dever como mais velha confortá-las, para que não fiquem assustadas.
Ethan não percebeu o leve sarcasmo em sua voz e achou que ela realmente só queria consolar as duas. Até se sentiu um pouco aliviado.
Sem pensar muito, ele assentiu.
— Está bem.
O carro virou e seguiu para a casa de Ethan, no alto da colina.
Dez minutos depois, a casa apareceu, iluminada intensamente.
Dentro da casa principal, a sala de jantar estava clara e acolhedora. Uma mesa longa estava repleta de pratos apetitosos.
Hannah usava um avental, de pé ao lado da mesa, dando ordens às empregadas.
— Ei, esquente a sopa! Ah, e traga o vinho!
Ela parecia tão confiante, como se já tivesse substituído Amelia e fosse a verdadeira dona da casa.
Uma empregada passou rapidamente por ela, levando um pratinho de omeletes para a criança, e disse com carinho:
— Senhora Boyd, devagar! Cuidado!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Um Casamento Sem Toque, Uma Despedida Sem Lágrimas
O livro é bom, mas na página 109 não atualiza mais, o que está acontecendo? Alguém pode ajeitar por favor....