Uma forte chuva apagou o calor escaldante da tarde.
Na sala VIP do Hospital Futuro, uma figura de grande importância chegou de repente.
O Diretor Rezende foi pessoalmente ao encontro dele.
Na entrada, o Diretor Rezende chamou um médico e perguntou o que estava acontecendo lá dentro.
O médico, tremendo, respondeu: "É o Sr. Gregório Sampaio…"
Ao ouvir isso, o diretor começou a suar frio e, franzindo a testa, perguntou: "O que trouxe esse senhor aqui?"
Não era de se admirar que o diretor estivesse tão apreensivo; Gregório era extremamente famoso.
O Grupo Sampaio ocupava uma posição de destaque no país e, somado ao histórico complexo do herdeiro, qualquer expressão de desagrado dele poderia trazer problemas para todos.
O médico apressou-se em explicar: "Parece que houve um erro grave na ala de ginecologia. Confundiram o... do Sr. Sampaio com o de uma mulher que estava se preparando para uma inseminação artificial. Agora, o Sr. Sampaio já está sabendo de tudo."
Desta vez, o Diretor Rezende sentiu as pernas fraquejarem.
Reunindo coragem, ele empurrou a porta da sala VIP e deu de cara com Gregório, cujo rosto não deixava transparecer nenhuma emoção.
A aparência de Gregório era de uma perfeição quase severa, praticamente sem defeitos, imponente e impressionante.
A razão de ser descrito como impressionante era a marca de nascença sob o canto direito do olho.
Era uma mancha discreta, avermelhada, que parecia o rastro de uma cauda de fênix tocando o canto do olho. Longe de diminuir sua beleza, tornava-o ainda mais marcante.
Sentado sozinho em uma poltrona, com as pernas cruzadas, parecia que até mesmo aquele assento luxuoso era indigno dele.
Sua presença era naturalmente dominante.
O Diretor Rezende tentou disfarçar o nervosismo com um sorriso: "Se eu soubesse que era o senhor, teria ido recebê-lo na porta. Peço desculpas por não tê-lo recebido adequadamente, Sr. Sampaio."
Gregório, porém, não se deu ao trabalho de responder: "Quero o dossiê daquela mulher em dez minutos."
No carro.
O assistente Irineu terminou uma ligação e virou-se para Gregório: "Diretor Sampaio, já descobrimos a origem do problema."
Gregório permaneceu de olhos fechados, descansando: "Fale."
"Foi a mãe de sua noiva, Srta. Lacerda, quem tramou tudo. Desde o acidente, a Srta. Lacerda está em estado vegetativo. Joana Campos, preocupada que a filha não pudesse mais se casar com o senhor, adulterou sua comida na noite em que o senhor voltou ao país. Depois, a equipe de limpeza do hotel recolheu sua... amostra, que foi enviada ao hospital. A intenção era que a Srta. Lacerda engravidasse do senhor por inseminação artificial."
Ao ouvir isso, Gregório abriu os olhos.
Irineu continuou: "Perguntei ao médico; ele disse que, embora a Srta. Lacerda tenha perdido a capacidade de se mover, seu corpo ainda pode engravidar por inseminação artificial. Quando chegar o momento, bastará uma cesariana para o parto. Só não esperavam que o hospital trocasse as amostras, causando toda essa confusão."
Após ouvir o relato de Irineu, Gregório soltou um leve som pelo nariz e disse: "Ótimo."
Irineu compreendeu imediatamente o significado profundo desse "ótimo". A família Lacerda estava em apuros.
Gregório abaixou os olhos para o dossiê que ainda segurava nas mãos, fixou o olhar no nome que estava escrito ali e repetiu: "Helena…"

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