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Um Vício Irresistível romance Capítulo 233

Clarice hesitou por um instante, mas não teve escolha senão sair do elevador e pegar o celular para ligar para Sterling. A chamada, no entanto, estava ocupada.

Provavelmente, ele estava falando com Teresa.

Sem alternativa, ela se dirigiu à recepção para buscar informações.

Assim que terminou de perguntar, ao se virar, seus olhos pousaram diretamente em Teresa, que caminhava em direção ao elevador de braços dados com Sterling. O sorriso doce no rosto dela contrastava com a expressão serena de Sterling.

Naquele instante, um aperto desconfortável tomou conta do peito de Clarice.

Ela respirou fundo, desviou o olhar e seguiu para a escada.

Ao chegar ao andar da internação, parou diante da porta do quarto da avó e permaneceu ali por alguns segundos, tentando reunir forças antes de finalmente empurrar a porta e entrar.

O quarto estava silencioso, apenas o som ritmado dos aparelhos monitorando os sinais vitais preenchia o ambiente.

A imagem da avó, deitada na cama, com um tubo de oxigênio e rodeada de equipamentos médicos, fez algo dentro de Clarice se apertar.

Ela avançou lentamente, sentindo o peso de cada passo.

Os olhos da avó estavam fechados, sua expressão tranquila, como se apenas dormisse profundamente.

Clarice não conseguiu segurar as lágrimas. Ela ficou ali, parada, chorando em silêncio por um longo tempo.

A porta se abriu, e um médico entrou. Ao notar as lágrimas silenciosas escorrendo pelo rosto dela, perguntou com um tom gentil:

— Aconteceu alguma coisa?

Clarice rapidamente enxugou o rosto com as mãos e respirou fundo.

— Doutor, como está o estado da minha avó? Quando ela poderá receber alta?

Ela ansiava por tirá-la daquele hospital e recomeçar a vida.

O médico manteve a expressão profissional, mas sua resposta foi cautelosa:

— A idade avançada dela e o tempo prolongado da doença dificultam a recuperação. Para uma alta completa... Pode levar muito tempo. Ou talvez... Isso nunca aconteça. Como familiar, você precisa estar preparada para qualquer cenário.

As palavras caíram sobre Clarice como um balde de água fria.

— Mas ela não está recebendo tratamento da melhor equipe médica? Eles não podem fazer nada?

Se a avó realmente não tivesse chances de melhora, ela precisaria encontrar outra saída. Ficar ao lado de Sterling para sempre não era uma opção.

Enquanto Fernanda estivesse sendo tratada, ainda havia esperança. Mas se os cuidados fossem suspensos, a sentença seria definitiva.

Ao abrir a porta do quarto, seus olhos foram imediatamente atraídos para a cena diante dela.

Sterling estava sentado ao lado da cama, segurando a mão de Teresa e limpando-a com um carinho evidente. O ambiente parecia íntimo, quase aconchegante.

Clarice parou por um segundo. Depois, sem dizer nada, ela deu meia-volta e saiu, fechando a porta atrás de si.

Ela encostou-se na parede do corredor e soltou um longo suspiro. Aos poucos, ela sentiu-se mais leve.

Clarice perdeu a noção do tempo até que a porta do quarto se abriu. Ela virou o rosto no instante em que Sterling saiu.

Por um momento, nenhum dos dois falou nada.

O silêncio se prolongou até que Clarice resolveu quebrá-lo.

— Vai embora já? Por que não fica mais um pouco com ela? — Seu tom era tranquilo, quase casual.

Ela era uma mulher tão generosa. Nem se incomodava com o fato de seu marido estar ali, cuidando de outra mulher. Uma esposa assim era rara de se encontrar.

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