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Um Vício Irresistível romance Capítulo 330

Asher parou os passos e cumprimentou calmamente:

— Sr. Simão.

Em Londa, todos sabiam que ninguém deveria se meter com a família Baptista. O pai de Simão era político, e a mãe vinha de uma família tradicional e extremamente rica.

Nesse momento, a mulher nos braços de Asher se mexeu, entrelaçou os braços ao redor do pescoço dele e murmurou com a voz embriagada:

— Simão, seu desgraçado, vai pro inferno!

O rosto de Simão ficou sombrio, e ele cravou os olhos nas mãos de Jaqueline, que estavam agarradas ao pescoço de Asher. Se o olhar dele pudesse cortar, aquelas mãos já teriam sido reduzidas a pó.

Simão ainda tinha na memória a última vez que Jaqueline havia bebido demais. Ela passou a noite inteira gritando, xingando e até batendo nele. E agora, mais uma vez, ela estava bêbada e causando problemas.

Mas o que realmente o deixava furioso era o fato de que Jaqueline, mais uma vez embriagada, havia sido carregada por Asher.

Asher era o herdeiro da família Bennett, além de ser o homem que Jaqueline mantinha guardado nos recônditos do coração.

Simão jamais esqueceria a noite em que ela veio procurá-lo pedindo ajuda por causa da Clarice. Quando Simão a levou para sua cama naquela noite, Jaqueline não chamava por ele – só murmurava o nome de Asher.

Ele ainda se lembrava da raiva e da humilhação que sentiu na época.

Como forma de puni-la, ele a fez sua em cada canto da casa, como se quisesse marcar território e fazê-la lembrar quem era o homem ao seu lado. Ele queria que ela sentisse dor. Só assim, talvez, ela se lembrasse dele.

No entanto, depois de cinco anos juntos, ele nunca foi capaz de entrar no coração dela. No coração de Jaqueline, só havia espaço para Asher.

Pensar nisso fazia o sangue de Simão ferver. Ele queria estrangular Jaqueline por se deixar ser carregada por outro homem.

Clarice, percebendo a expressão perigosa no rosto de Simão, rapidamente tentou aliviar a tensão:

— Simão, depois que você saiu, a Jaque ficou mal e começou a beber. Eu tentei impedir, mas não consegui. Ela acabou bebendo demais, e eu não consegui levá-la embora sozinha. Por isso, pedi ajuda ao Asher. Mas já que você está aqui, pode levá-la até o carro?

Quando Clarice mencionou que Jaqueline havia bebido porque ficou abalada com a saída dele, a raiva de Simão diminuiu consideravelmente.

Simão, que inicialmente planejava levar Jaqueline para sua própria casa, não teve como insistir depois do pedido de Clarice.

— Você quer ir comigo no carro? — Perguntou ele, olhando para Clarice.

— Não precisa. Eu vim de carro. Quando você chegar, me avise. — Clarice respondeu, balançando a cabeça.

Simão assentiu, ajustou Jaqueline nos braços e saiu.

Quando Simão se afastou, Asher se aproximou de Clarice e colocou um casaco sobre os ombros dela.

— Vamos. Eu te levo para casa.

Clarice hesitou por um instante, mas acabou aceitando o casaco. Ela olhou para ele e respondeu suavemente:

— Eu vim de carro. Não precisa me levar. Já está tarde. Você deveria ir descansar.

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