*TESSA*
Fiquei tão emocionada com o presente que ele me deu que comecei a chorar.
"Tessa, o que foi? Você não gostou? Eu poderia..."
"Não. Eu adorei... Estou tão feliz." Funguei.
Ele sorriu, parecendo aliviado.
Rapidamente sequei minhas lágrimas.
"Fico feliz que você tenha gostado. Já que você não quis saber o sexo do bebê... você disse que seria mais emocionante esperar até o parto para descobrir. Então, a vendedora escolheu roupas unissex." Ele explicou enquanto começava a me mostrar as roupas.
Comecei a chorar de novo, desejando que mais alguém fosse tão gentil e atencioso assim.
"Tessa, não chore... por favor... mesmo que sejam lágrimas de alegria... não chore, por favor." Ele implorou.
Eu assenti com a cabeça.
Ele sorriu para mim. "Vou lá dar um oi para a vovó agora." E então saiu do quarto.
Sentei na cama e fui vendo as roupas, uma por uma.
Senti-me tão feliz...
Passei o Natal com Calvin, a avó dele e a Laurel.
Tínhamos uma árvore de Natal linda e trocamos presentes entre nós.
Depois disso, tivemos um banquete e uma pequena festa ali mesmo na casa.
A avó e eu só conseguimos dançar um pouquinho, mas nos divertimos assistindo o Calvin e a Laurel dançarem para nós.
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Era um novo ano novamente e eu estava ansiosa pelo nascimento do meu bebê.
Dona Vera me chamou para o quarto dela uma noite.
Segurei minha barriga enquanto entrava.
"Quanto tempo falta para a data estimada do parto?" ela perguntou.
Suspirei. "O médico disse que posso dar à luz antes do final do mês." Disse, acariciando minha barriga...
O bebê estava chutando com mais frequência e eu mal podia esperar para vê-lo ou vê-la.
Dona Vera abriu o guarda-roupa e tirou uma bolsa.
Ela se sentou na cama e tirou uma pequena colcha e algumas roupinhas de bebê.
"Estive tricotando isso secretamente para você."
Ofeguei, me perguntando o que eu fiz para merecer isso.
"Você gostou?" ela perguntou.
Me aproximei dela e assenti.
"Muito obrigada, senhora."
"Eu gostaria de fazer isso pelos filhos do Calvin também. Estou ficando tão velha e ele nem tem namorada. Quanto tempo terei que esperar até ele se casar e ter um filho?" Ela suspirou, tristemente. "Talvez eu deva começar a aceitar o fato de que pode ser que eu não veja os filhos dele. Sabe, o Calvin perdeu a mãe muito cedo e eu sempre tentei ao máximo desempenhar esses papéis maternos para ele."
Sentei ao lado dela e segurei suas mãos.
"Não se preocupe, dona Vera. A senhora está muito saudável e vai sim conhecer os filhos dele. Tenho certeza de que o Calvin vai arranjar uma namorada logo."
Ela me olhou com esperança.
"Espero que sim."
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No dia seguinte, fiz uma caminhada ao longo da margem do lago.
Estava perdida em meus pensamentos... pensando em segurar meu bebê nos braços.
Não queria continuar dependendo do Calvin...
Depois do parto... vou trabalhar duro para cuidar do meu bebê e de mim.
Caminhei pela beira da estrada e continuei pela calçada...
Serei muito feliz com meu bebê.
Um carro parou de repente ao meu lado, me dando um susto e tanto. Segurei o peito enquanto continuava andando, mas alguém desceu do carro. Olhei para trás e vi que era o Brad, o motorista do Declan. O que ele estava fazendo aqui? Virei-me lentamente para encará-lo. "Olá, Srta. Beckett", ele começou. "Oi", respondi, sem jeito. "Por favor, entre no carro." Engoli em seco quando dois homens robustos saíram do carro e caminharam em minha direção. "Você... o Declan mandou você me sequestrar? Por quê... por quê?" Perguntei, frenética, enquanto dava um passo para trás. "Não se preocupe. Não vamos te machucar. E você também não deve se machucar. Então venha calmamente conosco." "Não!" Eu não fazia ideia do que ele planejava para mim ou o que queria, mas eu queria estar bem longe dele. Virei-me para correr, mas os dois homens apareceram na minha frente.
Coloquei a mão na barriga enquanto o medo percorria minhas veias.
"Você está quase para dar à luz, né?" Brad perguntou, com calma.
"O que isso tem a ver com você? Me deixa em paz." murmurei.
"Como eu disse, não vamos machucar você nem o bebê, então venha conosco tranquilamente."
Eles seguraram minha mão e eu não me atrevi a lutar, com medo de machucar meu bebê, então tudo que pude fazer foi gritar.
"Me soltem! SOCORRO! ALGUÉM ME AJUDE!"
Brad abriu a porta do banco de trás.
"Este lugar é isolado, então não vai ter ninguém para te ajudar." Ele retrucou.
Meu Deus.
Fui colocada no banco de trás.
"Pare de gritar e acalme-se pelo bem do seu filho." Brad alertou enquanto todos entravam no carro.
Então o carro arrancou suavemente.
Eu olhei pela janela...
Brad não parecia ter nada contra mim antes...
Então tudo isso era por causa de Declan.
Aquele Desgraçado!
"O que o Declan está planejando fazer comigo?" eu perguntei.
Vi sua mão tremer...
Sim... isso estava funcionando.
Ele deve estar se sentindo culpado.
"Eu sei que você não é tão cruel. Por favor, me ajude e convença o Declan a não fazer isso... Tenho certeza de que, se você lembrar a ele que este é o bebê dele, ele não vai seguir adiante com isso... ele deixaria a criança nascer naturalmente."
Ele juntou as mãos e um olhar frio voltou aos seus olhos.
"Sinto muito. Mas você tem que dar à luz hoje!" ele disse como se fosse um fato.
"Onde está a sua consciência? Monstro!" gritei, chorando.
Ele saiu do carro.
Eu abri a porta e tentei correr, mas dois homens fortes me impediram novamente.
Não posso acreditar que o Declan chegaria a esse ponto...
Eu senti vontade de matá-lo agora mesmo.
Arregalei os olhos quando um pedaço de lenço foi colocado no meu nariz por trás de mim.
Tentei lutar contra a escuridão, mas meus olhos se fecharam.
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Brad colocou Tessa na maca e observou enquanto os enfermeiros e médicos a levavam embora.
Um dos homens se aproximou dele.
"Senhor Hudson descobriu sobre isso. Ele disse que você não deveria continuar com isso. Ele quer ver você agora."
"Diga aos médicos para começar a operação. Ela e o bebê vão ficar bem. Não podemos parar isso!"
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"SEU IDIOTA!" Declan rugiu e socou Brad no rosto.
O impacto o fez cair no chão e seu lábio inferior se partiu.
"Você tinha sugerido isso para mim e eu disse não! Eu disse para você não ir até ela! Como se atreve a me desobedecer?!" Os olhos de Declan estavam vermelhos e seu rosto estava cheio de dor enquanto ele puxava Brad para cima e o socava repetidamente!
Ele empurrou Brad contra a parede.
Brad cuspiu sangue e disse: "Jayden está morrendo e você também está se perdendo! Você não é o chefe que eu conhecia. O médico nos explicou esse processo. O transplante é mais como uma transfusão de sangue e não machucaria o doador. Eles só têm que retirar um pouco do fluxo sanguíneo do bebê."
"Ainda assim, você não deveria ter feito isso. Você sabe o quanto ela me odeia. Você acabou de adicionar isso à lista de coisas ruins que eu fiz para ela," Declan desabafou, frustrado.
"Eu sei que o que fiz foi errado. E é tarde demais para parar agora... os médicos já estão operando nela. Quando Jayden teve uma convulsão semana passada, você ficou tão bêbado que quase foi morto por criminosos... Eu imaginei o que você faria se ele morresse. Só queria uma solução o mais rápido possível... Sei que fazer isso a machucou e não posso justificar minhas ações, por isso aceitaria qualquer punição que me der."
"Este último ano foi tão difícil para você... Eu vi você lutar com a culpa e a dor... Eu só quero que você volte a ser como era antes, mas sei que pioraria se Jayden morresse."
Lágrimas caíram dos olhos de Declan e ele sentou-se no chão.
"Brad... por que você... eu... Tessa..." Ele não conseguia nem formar uma frase coerente...
Ele apenas ficou ali sentado, chorando.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Uma Noite Com Meu Chefe
Team Declan...
Posta maaaaaais...