TESSA
Minha mãe se virou ao me perceber.
“Ah, olá, querida.”
Forcei um sorriso e me aproximei.
“Seu chefe já deu uma resposta sobre… você sabe”, ela perguntou.
Sentei-me lentamente ao seu lado.
“Bom, ele respondeu.”
“E?”
“Sugeriu que nos casássemos.”
“O quê?”
“E eu aceitei. Até assinamos a certidão hoje.” Lentamente, tirei o documento da bolsa e o estendi para ela.
Ela franziu a testa.
“Por que você faria uma coisa dessas? Quer dizer… Como? Casamento é um passo muito sério. Não pode ser uma decisão precipitada.”
“Só pensei que seria melhor se a criança não fosse vista como filho fora do casamento…”
“Mas… você nem conhece direito esse homem!”
Tentando acalmá-la, balancei a cabeça.
“Quantos anos ele tem?”
Eu tinha visto a certidão de nascimento dele no cartório. Era quatro anos mais velho que eu.
“Vinte e nove.”
“Como é a personalidade dele? E a família?”
“Ah, eu… vou conhecendo a família dele com o tempo, mas o Declan é gentil e atencioso”, disse.
Não era totalmente mentira. Às vezes, ele era gentil e atencioso.
“Ah… eu ficaria tão feliz se as coisas tivessem dado certo entre você e o Edgar. Ele gostava mesmo de você.”
Ah, Edgar…
Mesmo sendo só amigos, eu sabia que contar a ele sobre a gravidez iria machucá-lo.
“Mãe, sei que você é contra casamento sem amor, mas eu me sinto bem com isso. Esse filho terá uma vida muito boa e, quem sabe… a gente pode acabar se apaixonando.”
Ela ficou em silêncio por um tempo.
Sabia que era difícil para ela aceitar. “Quem, em sã consciência, se casa sem o consentimento dos pais? Preciso vê-lo amanhã. Só dou minha bênção depois de ter certeza de que ele é adequado para você.”
Não!
Eles não podem se encontrar ainda… Não estou preparada para que o Declan enfrente minha mãe. E tenho quase certeza de que ele não viria.
“Ah, bom… acho que ele não pode vir amanhã. Ele viaja a negócios de manhã.”
“Quando volta?”
“Ah.” Foi a resposta coletiva.
Mas o olhar de desdém que recebia desde a gravidez mudou para simpatia.
Ouvi alguns cochichos:
“Um homem que não pode pagar uma cerimônia?”
“Eu não casaria com alguém tão pobre.”
“Pode ser amor verdadeiro.”
Embora não me sentisse confortável com os olhares de pena, era melhor do que o desprezo.
Mais tarde, Audrey e eu caminhávamos pelo corredor. Paramos perto da janela.
“Você casou mesmo? Ou só inventou para…”
“Casei mesmo.” Confessei e então contei tudo a ela sobre o que aconteceu.
“Nossa, você é sortuda, menina.”
“Como assim? O Declan é pura praticidade. Achei que as coisas mudariam um pouco depois do casamento, mas ele nem me ligou e não falou como será nossa vida a partir de agora. Isso não é um casamento normal.”
“Se fosse eu, tentaria aproveitar tudo dele… especialmente o dinheiro. Não pensaria muito, querida… dinheiro resolve tudo.”
Olhei para ela, desolada.
Ela não faz ideia de como isso é terrível.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Uma Noite Com Meu Chefe
Team Declan...
Posta maaaaaais...