A dona da lanchonete arregalou os olhos ao ver Amélia.
— Amélia! Achei que nunca mais te veria.
A loja ficava perto da mansão Barros. Amélia costumava ir lá sozinha.
Sérgio e Daniel tinham nojo daquele lugar simples, diziam que era comida de pobre.
— Estava passando e resolvi visitar. Vim comer um Wonton.
— Que alegria! O de sempre? Camarão?
— Duas tigelas, por favor.
A dona travou, notando o homem atrás de Amélia.
Sempre sozinha, agora acompanhada?
A mulher sorriu de orelha a orelha.
— É pra já! Duas tigelas caprichadas!
Ignácio sentou-se no banquinho de plástico, desconfortável. O terno dele custava mais que a loja inteira.
— Você vinha muito aqui sozinha?
Ignácio percebeu a surpresa da dona.
— Sim, frequentava bastante.
— O Sérgio e o Daniel nunca vieram?
— Pessoas que nasceram em berço de ouro não costumam frequentar esses lugares.
— Eu nunca comi aqui. Mas se você gosta, eu venho. Onde você quiser ir, eu vou. Estar junto é isso: acompanhar a pessoa no que ela gosta.
Amélia riu.
— Sua lábia é boa. Deve ter muitas namoradas.

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Comentários
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