As três crianças baixaram as cabeças, desoladas. Aquela mulher carregava um irmãozinho ou irmãzinha deles? Isso significava o fim definitivo. O papai nunca mais voltaria para a mamãe Amélia.
Enquanto isso, Afonso, exausto após horas de depoimentos na delegacia, correu direto para a mansão dos Sousa. Ele precisava ver Amélia, precisava desfazer o mal-entendido. Mas ao chegar, encontrou uma barreira humana.
O portão estava trancado e a segurança havia triplicado.
— Amélia! Amélia, por favor! — gritava ele, olhando para as janelas superiores.
Lá em cima, três cabecinhas espiavam pela cortina.
— É o papai! — sussurrou Lucas. — Ele veio.
— Será que a gente desce? — perguntou Tânia, com o coração dividido.
Wilson apareceu no quarto e afastou as crianças da janela suavemente.
— Não olhem para ele. Ele não vai entrar. E se ele veio para levar vocês embora à força?
— Mas... e se ele veio pedir desculpas, tio? — perguntou Tânia, com a inocência que só as crianças têm.
— Tânia, querida... o pai de vocês engravidou aquela mulher. O casamento deles é amanhã. O que adianta ele vir aqui agora? Pedir desculpas não apaga o que ele fez.
As crianças murcharam. Se não fosse pelo bebê daquela mulher, eles teriam lutado pelo pai. Mas agora, o que podiam fazer? Amélia jamais perdoaria isso.
— Fiquem aqui com a vovó. Eu vou lá embaixo resolver isso — disse Wilson, com o olhar endurecido.
No portão, Afonso insistia, mas os seguranças eram irredutíveis. "Ordens do Sr. Igor. O senhor é persona non grata."

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