PONTO DE VISTA DE SYDNEY
Nós dois apenas permanecemos ali enquanto deixávamos suas palavras pairarem no ar. Seus olhos encaravam os meus e os meus os dele. Ele parecia estar se despindo das suas emoções enquanto me olhava e deixava que eu olhasse para ele, mas não estava. Ainda havia aquele brilho insondável em seus olhos que fazia os pelos do meu corpo se arrepiar... como se meu corpo pudesse me trair.
Tentei descobrir se ele realmente falava sério... ele estava brincando, me dizia. Ele tinha que estar brincando porque a última coisa que eu faria seria compartilhar sua cama. Eu posso estar lutando para proteger minha empresa e evitar que ela desmorone e se transforme numa sombra do que já foi, mas não estou tão desesperada. Se pior vier a pior, simplesmente fecharíamos a Luxe Vogue e continuaríamos com o Atelier Studios.
-"Você ainda tá aí, Sydney?" Sua respiração ventilava meu rosto e seus dedos fizeram contato com meu pulso ao tentar chamar minha atenção de volta para ele.
Eu mordi meus lábios. "Eu deveria estar perguntando se seus sentidos ainda estão intactos?"
Seu rosto se iluminou ao rir, "Confie em mim, eles estão muito intactos. Estou bem ciente de que acabei de investir uma fortuna na sua empresa, Luxe Vogue e," seu olhar deslizou para baixo então voltou para o meu rosto. "E estou muito ciente da condição que acabei de sugerir para adicionar ao valor do investimento."
"E qual seria essa condição?" Levantei minhas sobrancelhas enquanto perguntava, meio brava e meio divertida.
Ele deu um sorriso torto e sua voz ficou ainda mais grave, "Você me ouviu, Sydney."
Caramba. Soava bacana ouvi-lo dizer meu nome naquela voz grave, mas eu fiquei boquiaberta. Eu não esperava as palavras que ele acabou de cuspir. Passei um momento olhando em seus olhos. Talvez, eu não tenha ouvido direito. Soltei uma risada leve e levantei minhas sobrancelhas, "Você está falando sério agora?"
Ele se aproximou mais, "Nunca estive mais sério, Sydney."
O canto dos meus lábios se levantou ligeiramente, refletindo seu sorriso. Se ele iria ser esperto sobre isso, eu também seria. Ao cruzar os braços sobre o peito, não perdi a rápida olhada que ele deu para baixo antes de levantar uma sobrancelha, exigindo minha resposta. "Se uma única noite poderia render mais investimentos, por que eu escolheria você? Há tantos homens ricos nesta cidade, certamente um ou dois deles estariam curiosos sobre o sabor da ex-esposa do CEO do Grupo GT, você não acha?"
Sua expressão permaneceu inalterada enquanto continuava a olhar fixamente para mim. Era como se ele tivesse antecipado minha resposta e foi divertido que ele acabou estando certo. Talvez ele estivesse apenas me provocando, mas não parecia. Seu rosto tinha uma expressão brincalhona, mas seus olhos contavam outra história.
Seja qual for, ele está muito perto para o meu conforto. Posicionei a ponta da caneta dele no peito e o empurrei para trás. Transferi muita força para minha mão e dedos para empurrá-lo, mas ele mal se moveu; eu só pude enfiar a caneta nos músculos do peito dele.
"Não importa que você seja o CEO do Grupo GT," segurei o olhar dele e falei séria, "Eu não vou tolerar assédio sexual."
Suas sobrancelhas subiram para a linha do cabelo no mesmo tempo que seu sorriso insuportavelmente se alargou. Então, ele se afastou e ergueu as mãos graciosamente como se em rendição.
"Peço desculpa", disse ele quando estava a uma boa distância de mim. "Eu estava só brincando, você deveria saber disso." Depois ele arqueou as sobrancelhas de maneira brincalhona, "Mas uma aventura de uma noite não faria mal. Isso... qual é a palavra?" ele apertou os olhos e olhou para o teto, depois estalou os dedos, "Isso traria mais prosperidade para a nossa aliança."
Franzi a testa tentando entender o que ele acabou de falar. Então me virei para ele com um olhar indiferente. "Hahaha. Muito engraçado. Estou morrendo de rir." Falei e me afastei dele. Rolei a cadeira ao redor para encarar a escrivaninha. Peguei a caneta e voltei a rabiscar a minha assinatura onde era necessário nos documentos.
Girei a caneta entre os meus dedos depois de terminar de assinar os documentos e virei a cadeira para encará-lo, onde ele ainda permanecia, "Não se esqueça, eu ainda detenho cinco por cento das ações do Grupo GT. Provoca-me demais, e eu posso acabar vendendo-as para o seu concorrente." Havia meio sorriso nos meus lábios quando disse, esperando provocar uma reação dele, mas ele parecia ter percebido a minha intenção.
Os olhos dele se arregalaram dramaticamente e ele exalou com igual intensidade, depois bateu com a palma da mão na testa, "Droga! Como pude esquecer disso? Eu realmente sou um tolo. Preciso começar a observar as minhas ações ao seu redor agora."
Não consegui segurar a risada. Ri baixinho, "Você é um péssimo ator. Até uma criança de dois anos seria capaz de dizer que você não está com medo."
Ele deu um sorrisinho, "Você sabe disso porque eu quero que saiba. Você nunca seria capaz de dizer se estou atuando. Sou tão bom nisso," o queixo dele se inclinou levemente para cima e eu revirei os olhos.

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