Um garoto de programa também recebia um tratamento tão privilegiado assim?
O corredor envidraçado, cercado por janelas do chão ao teto, oferecia uma vista panorâmica de toda a agitação e beleza da Cidade N. Não era de se surpreender que aquele fosse o bar mais luxuoso da cidade.
Seguindo Pablo, Yara entrou na cabine de vidro do bar. Ao abrir a porta, avistou aquele homem extraordinariamente bonito, recostado no sofá de maneira relaxada, olhos fechados, segurando uma taça de vinho nas mãos.
Seus traços eram bem definidos, os lábios finos, e os botões abertos na altura do peito deixavam entrever sua musculatura firme. Com uma aparência dessas, não era de se admirar que valesse um bom preço — pena que sua técnica fosse tão selvagem, impossível para ela desfrutar.
Yara, fique atenta, não se deixe iludir!
Aproximou-se dele, tensa, mantendo a postura rígida, os punhos cerrados e a voz trêmula ao cumprimentar: "Olá, Sr. Henriques."
Seus traços delicados eram quase surreais, e seu rosto exalava uma pureza difícil de descrever, como se dela pudesse se extrair água cristalina.
No entanto, havia também um charme inexplicável em seu olhar, uma beleza que hipnotizava, a ponto de balançar qualquer coração.
Ele abriu seus olhos profundos e gélidos, analisando-a por um instante antes de dizer, com indiferença: "Sente-se."
O assistente que a trouxera já havia saído discretamente do reservado.
Como precisava de sua ajuda, Yara sentou-se obedientemente.
O homem permaneceu em silêncio por um longo tempo. Incapaz de aguentar a tensão, ela perguntou: "Sr. Henriques, sobre o assunto que comentei na mensagem, o senhor pode me ajudar?"
Ele lhe entregou uma taça de vinho.
Com um sorriso frio nos lábios finos, os olhos negros lançando um brilho cortante, ele disse: "Srta. Franco, beba uma taça comigo."
"Se eu beber, o senhor me ajuda?" Yara olhou para a taça de vinho tinto, desconfiada de que ele faria algum truque, por isso decidiu esclarecer logo.
"Não!" Ele pousou a taça na mesa, sua expressão inalterada enquanto soltava a resposta em voz fria.
Era claro que ele estava brincando com ela. Sentindo a raiva crescer, Yara perguntou: "Se não quer me ajudar, por que me chamou aqui?"
"Passe mais uma noite comigo, e eu penso no caso. Se sair agora, nunca mais venha me procurar."
Sua voz soou ainda mais insolente: "Srta. Franco, afinal, naquela noite não foi só uma vez, então não precisa fingir modéstia!"
Sentiu o couro cabeludo formigar!
Quantas vezes afinal aconteceu naquela noite?
De costas para ele, parou, estática diante da porta. Seu coração parecia suspenso e sendo atingido repetidas vezes. Mas ela precisava muito daquele emprego. Com os lábios trêmulos, forçou-se a responder: "Está bem, eu… aceito!"
Sentiu-se humilhada, incapaz de se mover, as lágrimas se formando nos olhos enquanto, em pensamento, pedia perdão a Elvis!
Eduardo respirou fundo, esboçou um sorriso e tomou um gole de vinho antes de dizer friamente: "Ótimo! Se aceitou, cumpra com sua palavra. Pode ir agora. Amanhã vá trabalhar normalmente na empresa."
Mandou-a embora? Mas não era para…

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